<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673</id><updated>2012-02-10T08:37:28.390-08:00</updated><title type='text'>Pés nas Nuvens</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>66</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-5613108497668198391</id><published>2012-01-22T17:52:00.001-08:00</published><updated>2012-01-25T09:18:35.390-08:00</updated><title type='text'>Qualquer coisa que faz a gente ser a gente</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:'Arial', 'sans-serif';"&gt;A verdade é que eu me enchi. É assim que eu penso quase todas as manhãs, enquanto espero a sua ligação de bom dia. Cansei de você, me olhando como quem pensa se vai ou fica. Cansei de mim, tentando se ajustar às tuas teorias sem pé nem cabeça. E eu cansei da gente, tentando ficar firme só pra ver o que vai acontecer. Como se isso fosse bastante pra duas pessoas ficarem juntas. Eu não sei bem dizer como a gente acontece, mesmo sendo assim, tão improvável. Parece que vai sendo e pronto. Como pode ser, como dá pra ser ou pelo menos até quando eu conseguir tentar por nós dois. Se você só puder me dar meia certeza, eu aceito. Se você só puder me ver por meia hora, porque tem o racha com os amigos, eu topo. E assim vai. Eu, tentando ser mais o tempo todo e você tranquilo com o que vier. Eu sempre acho que to pronta pra te deixar ir sendo por aí. Mas você parece que sente quando eu to querendo cair fora e vem cheio de papo furado, com o seu andar meio engraçado e com aquele riso meio solto, sabendo que vai me desarmar. E desarma. Daí, já era. Eu vou deixando pra depois a idéia de desistir de você saindo do banheiro com a barba feita e a toalha, pendurada de lado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:'Arial', 'sans-serif';"&gt;Eu nunca vou entender porque você consegue me fazer ser mais sua sempre que me olha meio torto e me ataca com umas três palavras frustradas, ao dizer que eu não levo nada a sério. Eu fico me remoendo, tentando te fazer acreditar do contrário. Mesmo sabendo que, na verdade, é você que não acredita que a gente pode ter mais da gente. Eu repito, dentro de mim, umas cinco vezes que você é todo errado e cheio de mancadas e mesmo assim eu fico te querendo como se fosse tudo que eu precisasse. Já nem sei quantas vezes você já deu de ombros e fez um sinal de quem não quer nada e eu me levantei decidida a ir embora, mas torcendo pra que você me puxasse pelo braço. Só pra me fazer acreditar que era brincadeira ou um surto daqueles que a gente tem quando a cabeça tá cheia demais. Eu fico querendo me livrar de você até ouvir, lá do quarto, “vai ficar assim?”. E na mesma hora o meu coração se alegra e fica disposto a aguentar e esperar você decidir acreditar que a gente pode ser mais.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:'Arial', 'sans-serif';"&gt;Eu já fiz cara feia, já dei piti e já fiz até promessa só pra me convencer a não me alegrar quando você diz que eu posso ter mais da gente. Eu insisti tanto nisso que eu me acostumei a ficar feliz com o meio mundo e o meio amor que o meio você me oferece sempre que quer ou sempre que não tem nada melhor pra fazer. E eu vou seguindo feliz, mesmo sendo tão infeliz às vezes. Porque eu pareço me contentar com os teus pedaços. Você me liga e eu vou correndo, querendo me doar inteira, acreditando que um dia você vai se tocar da besteira que tá fazendo e vai parar de me jogar suas partes e suas metades como se tivesse fazendo um favor pra gente. Mas é assim que é. É assim que vai sendo. E já não dói mais como doía no início. Mesmo ainda me fazendo chorar e jurar de pé junto que eu não vou esquecer o mundo toda vez que você ligar, só pra ter certeza que eu não coloquei outra pessoa no seu lugar, enquanto você estava abraçando todo mundo por aí. Menos a mim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:'Arial', 'sans-serif';"&gt;Eu insisto, bato o pé e faço das tripas coração só pra conseguir fazer parte da sua vida. E eu vou indo assim, de acordo com as tuas vontades. Me apaixonando por você todos os dias. E eu odeio quando você diz que a gente precisa ir mais devagar porque já sofreu demais e, dessa vez, não quer se enganar. Como se o meu coração pudesse organizar em prateleiras o que sentir a cada minuto que passa, mesmo sem ver a sua dúvida mudando um pouquinho de cor. Eu nunca vou entender porque esse teu jeito meio bruto, meio ogro e desleixado de falar, de comer, de respirar e me tocar sempre me faz querer mudar qualquer coisa em mim, só pra continuar te tendo por perto. Só pra não te fazer desistir da idéia de que eu posso valer a pena e que você pode apostar em mim. Só que dessa vez sem ser só pra ver o que vai acontecer. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:'Arial', 'sans-serif';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Paciência. É isso que você me pede toda vez que eu baixo a cabeça e mostro um pouco do meu cansaço. Eu olho pro lado e vejo você, tão homem e tão menino, sorrindo e me fazendo acreditar que quer mesmo que a gente dê certo. E eu solto um sorriso bobo, meio cético mas bobo e volto pra casa com a alma toda reprimida. Eu rolo na cama. Eu te xingo. Eu me xingo. E eu durmo, ansiosa esperando a tua velha ligação de bom dia. E começa tudo de novo. E, assim, a gente vai sendo, sendo e eu vou indo. Pra algum lugar. Qualquer lugar. Só pra tentar te encontrar em qualquer um desses caminhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-5613108497668198391?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5613108497668198391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5613108497668198391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2012/01/qualquer-coisa-que-faz-gente-ser-gente.html' title='Qualquer coisa que faz a gente ser a gente'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-6433759648535894181</id><published>2011-11-28T07:04:00.001-08:00</published><updated>2012-01-24T09:10:52.220-08:00</updated><title type='text'>Que seja então</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os homens possuem uma maneira meio cínica e cruel pra fazer uma mulher ficar caidinha por ele. É um tanto como um jogo de malabarismos, onde eles sabem direitinho onde pôr ou não a mão, só pra te fazer olhar pro lado e sorrir. Eu até poderia dizer que todos os homens são iguais, mas a verdade é que ainda me resta um fio de esperança, bem escondidinho e tímido sentado no canto do meu coração. E é por isso que eu penso que, talvez, o problema esteja comigo. Talvez, algo em mim esteja bloqueando os raios apaixonados que, sei lá, estejam perdidos por aí. Talvez eu só queira enxergar o raso e o fácil, aquilo que não vai fazer me mostrar muito. Talvez eu tenha medo de me prender e isso esteja refletido em todas as células do meu corpo. Talvez eu tenha mesmo uma aversão complicada a continuidades. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pior disso tudo é que quando você decide se desarmar e deixar as coisas acontecerem, parece já ser tarde e ninguém mais te leva a sério. Então, o que resta a ser feito ou a ser dito? Eu fiz um pacto comigo mesmo pra tentar vencer esse cubo de gelo que, às vezes, parece substituir meu coração. Eu prometi a mim mesma que sempre que minha cabeça dissesse que era muito meloso fazer isso ou aquilo eu iria, na verdade, fazê-lo. Porque eu acreditei que era assim que as pessoas sensíveis faziam. E eu comecei a mandar mensagens de Bom Dia e até a piscar o olho de mansinho na frente dos seus amigos. Porque você, um dia, me disse que não conseguia sentir o que eu sentia. E que eu era fria, distante e difícil. Eu não te contei na hora, nem depois e, talvez, você nunca vai saber. Mas, naquela mesa, quando eu baixei a cabeça foi porque o meu corpo se estremeceu todinho. E eu não queria que você visse. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você me fez querer mudar o meu jeito de olhar, de falar e o meu jeito de sentir. E eu parei com aquela mania de gostar em partes e decidi me deixar ir. Você segurou minha mão com força e disse, bem no meu ouvido "eu amo muitas coisas em você". E, por aquele instante, eu senti que estava fazendo a coisa certa e que meu coração estava começando a se sentir livre pra poder viver. Porque, talvez, já tivesse se cansado de encontrar outros corações e mesmo assim voltar pra casa vazio. Eu ainda tentei fazer joguinhos de "prós e contras" só pra tentar me convencer de que eu não queria nada sério e que você era só mais um. Não deu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mais cruel de te ver indo assim é que depois de me distorcer inteira por dentro e me fazer demonstrar tudo aquilo que estava escondido, você parece não ter notado nada disso. Porque você ainda acha que eu não to nem aí e que eu não faço questão de estar contigo e nem penso na gente enquanto estou indo dormir. Você parece querer algo que eu não tenho. E ainda fica bravo com isso. Eu daria tudo pra saber o que eu fiz ou o que eu não fiz. Ou até mesmo pra entender o que você espera de mim. Porque esse lance de que "você deve saber" não está funcionando e, embora você não acredite, eu estou abrindo meu coração pro que quer que tenha que vir. Pena você não me levar a sério e decidir partir mesmo assim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante esse pouco tempo que a gente se viu e ficou junto e deu risada e deu chilique, eu sempre fiquei esperando pelo momento de te ver indo embora. Sempre que a gente se despedia, meu peito ficava abafado, aperriado, imaginando motivos pelos quais você poderia se cansar de mim e do meu jeito meio contrariado. Mas você sempre voltava, com aquele olhar preguiçoso, aquele sorriso malvado e o seu cabelo espetado. E voltava também mais carinhoso e decidido a dar o próximo passo. Até que um dia, quando eu menos esperava, você realmente se foi. Você foi embora, sem dizer uma só palavra. E eu ainda tentei te convencer de que eu estava levando a sério e que eu me importava. Mas não deu. Talvez eu esteja recebendo de volta tudo aquilo que eu já passei pra frente, pra alguém, em algum lugar desse mundo. "Que seja então", foi assim que ficou decidido. Que seja, acabou. Quem sabe um dia tudo se encontre numa mão só e o meu coração não chegue tarde demais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-6433759648535894181?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6433759648535894181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6433759648535894181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/11/que-seja-entao.html' title='Que seja então'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-991681157941175987</id><published>2011-09-15T16:13:00.001-07:00</published><updated>2011-10-03T08:47:41.681-07:00</updated><title type='text'>"O que tiver de ser, será" e mais um pouco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O que é pra acontecer, vai acontecer. O que é pra ser seu, assim será&lt;/em&gt;. Eu não sei bem dizer quantas vezes eu já ouvi isso ou quantas vezes eu já me confortei só por escutar essas simples palavrinhas. Eu acho até que já supliquei pelo cantinho do coração só para que alguém advinhasse o meu desespero e me viesse com esses conselhos, sem que eu precisasse induzí-los para isso. E engraçado como sempre acontecia. É que, de algum modo, a gente gosta de fugir um pouco dessa sensação pesada de que tudo depende da gente. Eu ainda acredito que o que tiver que ser meu, será. Só que agora eu quero um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei você, mas eu me pertubo com o jeito meio paciente e compassivo que a vida, às vezes, leva pra fazer a gente topar no buraco certo. E eu tenho uma vontade urgente e chata que não me deixa olhar pro lado e esperar até que chegue o mapa do caminho que devo seguir. Por agora, eu exigo um pouco mais de certeza, um pouco mais de alicerce. Porque uma grande construção não é admirada sem sair do papel. É preciso que haja mais do que linhas desenhadas e cálculos feitos no canto da folha de tamanho de 1 metro quadrado. E assim são os meus planos. Não faz sentido guardar a hora de entrar na batalha para o dia seguinte. É que não me dá conforto esperar pelo dia da minha sorte ou pelo dia que alguém vai olhar pra mim e dizer: vou apostar em você! Até mesmo porque a probabilidade disso acontecer é bem pequena. E eu não tenho medo de correr atrás, embora baste um sorriso mal humorado e torto pra me desmotivar e me fazer ficar trancada no quarto, só pra ficar bem longe de todas as críticas. Não sabendo que este é o primeiro passo para tirar o meu projeto da folha de rascunho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Audácia. Talvez seja isso mesmo o que eu queira pra mim agora. Audácia de ir, de vir, de tentar, de fracassar, de agir. Porque eu não vejo mais graça em ir da faculdade ao estágio ou das poucas arriscadas à academia. Eu quero mais. Mais daquilo do que tá por vir, por mais que nem venha, no fim das contas. É que eu não quero mais teorias nem "achismos" que podem ser enfiados no bolso. Eu quero mais realidade e aquilo que me provoca medo, insegurança e até um pouquinho de dor. Eu quero sentir o NÃO, se for assim que tem que ser. Mas eu preciso saber que eu estava lá. E, depois, já passou, já virou poeira. Porque o que ontem eu não fui, é o que hoje eu sou, e minhas vontades se multiplicam e se espalham pelos quilômetros a frente dos meus passos meio tímidos e atrapalhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cansei de sentir vontade de tudo e, ao mesmo tempo, de nada. E também cansei de tentar criar trabalho desnecessário só pra me distrair ou ainda de tentar encontrar mil e uma maneiras de chegar até onde eu quero ir. Quando só me basta uma delas. É cruel e até desumano como a vida, às vezes, cobra da gente o que nem mesmo existe ainda. Mas é preciso. E tem vezes que ou a gente segura firme aquilo que quer e corre atrás ou é melhor deixar pra lá, deixar correr junto com o vento. Porque apostar em metades, não dá. E eu estou disposta a me jogar inteira porque eu cansei de me poupar. &lt;em&gt;O que tiver de ser, será. &lt;/em&gt;É, eu já entendi. Mas, por agora, eu quero mais.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-991681157941175987?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/991681157941175987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/991681157941175987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/09/o-que-tiver-de-ser-sera-e-mais-um-pouco.html' title='&quot;O que tiver de ser, será&quot; e mais um pouco'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-6348971448793229326</id><published>2011-09-05T16:10:00.000-07:00</published><updated>2012-01-18T15:55:51.244-08:00</updated><title type='text'>O primeiro a gente nunca esquece</title><content type='html'>&lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:arial;"&gt;Tá, do primeiro beijo a gente nunca esquece. A gente também não esquece da primeira bicicleta, da primeira viagem pra longe, do primeiro celular ou do primeiro carro. Assim como também não esquece do primeiro "fora". E eu não falo daquele "fora" meio torto quando você solta um olhar discreto pro colega da escola quando ele, na verdade, tá trocando figurinhas com a menina que senta bem atrás de você. Também não falo daquele cara que você jurou tá te olhando a noite toda mas que chamou a primeira saia curta, que apareceu, pra dançar. Eu estou falando do verdadeiro "fora". Daqueles que te fazem ficar sentada na cama, se perguntando o que aconteceu ou o que você falou de errado, imaginando cem diferentes possibilidades que fazem fila pra virar verdade e fazer um pouco de sentido no meio daquilo tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:arial;"&gt;É que ele chega perto, mais perto e te faz acreditar que talvez dê certo. Tudo que ele fala traz um pouco de graça e melodia juntas, como se ele tivesse planejado palavra por palavra só pra te roubar um sorriso desinibido e te imaginar fazendo aquela cara cética de "Pô, que cara legal". É porque ele conversa com você e fala da profissão, da familia, dos problemas do mundo e da paixão que ele tem em colecionar isso ou aquilo pelos cantinhos do quarto. E ele espera também te ouvir falar e sem nem perceber você já se entregou em detalhes. Você se atropela nas letras perdidas por ter sido pega de surpresa, ao ter a chance de ter um papo bacana sem que você esteja na cama, com ele. E você fala dos seus planos, das suas saudades e de como você anda viciada em Ben Harper. Ele só te ouve e depois vai soltando aquelas provocadas saudáveis de leve, de mansinho pra não te assustar ou não te fazer confundí-lo com os outros caras. É que ele te faz acreditar que aquelas ligacões no meio da tarde ou as horas que passam rápidas nos &lt;i&gt;chats&lt;/i&gt; são as duas coisas que mais te agradam no dia e na semana inteira. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:arial;"&gt;E ele é tímido mas parece se soltar com você e a conversa flui de um jeito incrivel, como se vocês já soubessem o que falar. Parece se escorregar na leveza que um cutuca o outro. Só que chega uma hora que dá vontade de se ver, de se tocar e de se olhar de verdade. Então, vocês marcam um encontro daqueles quetinhos, suaves e quase desconcertados por já saberem do que se trata. E surge aquele friosinho bom de sentir na barriga e aquela sensação de que algo a mais pode ser dito e sentido. E você fica nervosa de uma maneira esquisita. Talvez porque você nem estava tão afim dele, mas porque existia um pouco mais de intimidade pra um primeiro encontro e ela pode ser constrangedora e transparente demais. Mas tudo bem, você pensa, ele é legal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:arial;"&gt;É curioso como a vida se encarrega de empurrar as coisas pra frente e é engraçado como a maioria dos seus amigos percebe isso antes de você. É que já tava passando da hora, mas agora que ela chegou, eles te enchem de perguntinhas e demonstram estar mais ansiosos do que você, ao esperarem por esse dia. E você se finge de boba, como se não tivesse notado o tempo passar. Mas ele passou e o dia chegou. Você vai ao salão e faz a unha pela segunda vez na semana, depois demora pra escolher a roupa até que entra num consenso. É porque a roupa não pode ser muito curta e provocante mas também não precisa ser sem cor e três centímetros abaixo do joelho. Você escova os cabelos, escolhe a dedo a maqiuagem ideal e depois de borrar umas cinco vezes, você se convence de que tá bom, tá maneiro e que ele vai gostar. Faltam vinte minutos e o perfume fica pra quando ele tiver mais perto de chegar. Tá, faltam dez minutos e talvez já seja hora de se perfumar pra não ficar muito forte e fazê-lo vomitar, no minuto que você entrar no carro. Tudo isso porque é perturbador ficar parada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:arial;"&gt;São oito horas da noite e nada dele ligar. Você não vai apressá-lo, afinal de contas, homens também se atrasam. "Que saco! Ele está realmente atrasado". Mas beleza, você mora longe e ele, certamente, já estava no caminho. Só que não era verdade. E você ficou sentada, durinha pra não amassar o vestido e atenta para o celular, achando que, a qualquer momento, ele iria ligar. Mas ele não ligou, não mandou mensagem, não entrou no facebook, no twitter ou qualquer uma dessas bobagens. Ele não apareceu e você podia passar horas inventando desculpas e tentando entender o que não aconteceu. Mas não, foi furo admitir, mas você se deu conta de que tinha levado o primeiro VERDADEIRO FORA da sua vida. E não importava mais saber qual era o motivo, a desculpa ou o endereço do bar que ele estava com os amigos. Porque em encontros como este, não cabe o imprevisto. Ele já tinha perdido o encanto e voltado pro fim da lista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-family:arial;"&gt;É então que você percebe, com um olhar meio perdido, que não tem limites quando se trata dos tipos de homens que existem e que talvez aquilo fizesse parte do que já estava escrito. Porque já teve aquele que te disse na cara que era só curtição e também aquele que queria casar com você antes mesmo do primeiro beijo. Teve um outro que te colocou num pedestal e no outro dia estava com outra, fingindo que nem te conhecia e também aquele que disse estar apaixonado pelo teu sorriso, o teu cabelo e o teu sotaque divertido. E agora tem esse que chega calminho, que gosta de ouvir como foi o teu dia corrido mas que perde o primeiro encontro. E você nem colocava fé nesse lance. Só que um dia passa, mais rápido do que você imagina. É porque você se convence de que esse é o grande risco que todo mundo precisa correr quando tem um coração que pula, grita e se coça todo por dentro quando sabe que pode sentir. E você vai falar, se questionar, e continuar falando até que vai se encher daquilo e vai deixar pra lá, embora você nunca esqueça do seu primeiro verdadeiro "fora" da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="line-height: normal; margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. &lt;!--?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-6348971448793229326?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6348971448793229326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6348971448793229326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/09/o-primeiro-gente-nunca-esquece.html' title='O primeiro a gente nunca esquece'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-5086397456561445282</id><published>2011-07-19T21:34:00.000-07:00</published><updated>2012-01-18T15:57:59.881-08:00</updated><title type='text'>The space between</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu nunca senti vontade de te fazer real, concreto e sentado ao meu lado. Na verdade, eu costumava me divertir com a distancia de três pés que existia entre a gente. Você, no topo de uma bancada qualquer do bar e eu, no salão, dançando. Eu gostava de te ver sorrindo enquanto eu virava um ou dois goles de vodka e, ao mesmo tempo, mexia nos cabelos e te olhava como você tivesse que ser meu. Embora eu não quisesse te beijar, de fato, só pra não estragar a idéia fantasiada de ter alguém pra levantar a sobrancelha devagar e jogar o corpo pro lado, numa mistura de sensualidade e esnobação. Até que você se agachou por um minuto e eu ouvi todas as minhas fichas caírem pelo chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 18px;" class="Apple-style-span"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div style="position: relative; line-height: 1.4;" class="post-body entry-content"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Eu nunca tinha usado mais do que cinco minutos do meu dia, pensando numa maneira de te fazer sorrir com a boca fechada e com um olhar meio sem vergonha enquanto eu movia os lábios ao tocar a minha música preferida. Porque era natural, saudável e não tinha a obrigação de acontecer. Eu gostava de te ver olhando de um lado pro outro, fazendo aquela carinha de quem também tá ligado e mexendo o corpo todo só pra acompanhar a batida que rolava na noite. E eu só sabia o seu nome. Até que ela parou na sua frente e, mais uma vez, você se distraiu e abriu um sorriso maior ainda. E eu me transformei em pó, esvoaçado, pedindo por um pouco mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;" class="Apple-style-span"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Eu não sentia essa paixão toda por você, como eu já demonstrei ou como grito aos quatro ventos de uma rua sem saída. Mas quando eu vi que alguém já possuía o seu sorriso, o seu jeito desconcertado e todas as suas tatuagens, me deu vontade de alongar as pernas só pra diminuir essa distância que, de repente, se multiplicou. E, a partir dai, eu passei a usar todos os minutos do meu dia só pra encontrar uma maneira de te perguntar quem era ela, de onde ela tinha vindo ou se você a amava. Mas eu não precisei tanto. Quando um cara se aproximou dela, você fez aquela cara apertada, de quem tá com raiva e andou em passos apressados só pra buscar explicação. Eu entendi tudo e devia ter indo embora. Mas eu não fui. Eu olhei meio de lado e você voltou de mansinho só pra ter certeza de que ela estava bem e que não deixaria acontecer de novo. Ela te deu um abraço apertado e te olhou de pertinho. E eu tive vontade de fazer exatamente o mesmo. Eu me senti pequena, engraçada e quase constrangida por ter até encontrado uma música pra gente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 18px;" class="Apple-style-span"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Eu não sei dizer de onde nasceu esse desespero por não te ver e nem como aconteceu de eu voltar só pra ter certeza de que você realmente sentiu saudades. Mas eu não tive a sua certeza. E eu ainda insisto na mesma música, na mesma fantasia e nas várias sextas-feira só pra chutar o plano de te esquecer e apostar em mais uma noitada que, quase sempre, acaba numa cama gelada. E eu me sinto sozinha e cansada de olhares vazios e manchados pela maquiagem. Mais uma vez, te esquecer fica pra depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 18px;" class="Apple-style-span"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div style="position: relative; line-height: 1.4;" class="post-body entry-content"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Eu não tenho certeza de quanto tempo tudo isso vai durar, mas eu desconfio que já esteja quase no fim. É porque dessa vez eu tenho certeza de que eu não perdi nada e que a gente não vai acontecer. Talvez porque, como todo mundo, eu também precise de um desses amores loucos, espontâneos e excitados que completa a gente por uma noite só. Eu só preciso acreditar e me convencer a não pensar em você, em geladeiras ou em churrascos, em dias de sol, no quintal. Ou, parar de tentar adivinhar o que você vai sentir ou o que vai dizer quando souber que, mais uma vez, eu estarei indo embora, sendo já tarde demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 18px;" class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-5086397456561445282?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5086397456561445282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5086397456561445282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/07/space-between.html' title='The space between'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-1671457093190130877</id><published>2011-06-27T08:04:00.000-07:00</published><updated>2011-10-03T08:48:41.697-07:00</updated><title type='text'>Feliz acaso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Porque, às vezes, me dá vontade de ser sozinha e de viver sozinha. Perdida, secreta e segura num lugar onde ninguém me conheça, me critique ou me analise tanto só pra tentar me entender. É que eu tenho pensamentos abusivos, exagerados, e, muitos deles, medíocres. E meus. Talvez eu precise mesmo passar mais um tempo fora só pra me livrar de julgações, expectativas ou comparações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, não suporto a idéia de ser comparada. A ninguém. Até mesmo se me trouxer benefícios em forma de elogios passageiros. É que eu sou assim. Egoísta, auto-suficiente e todas essas baboseiras que o povo fala quando quer ser livre, desprendido e deixado em paz. Eu sou perigosa, infantil, tola e paciente, por um tempinho, só pra te esperar sorrir. É que eu sou bem prática, mesmo não conseguindo fazer mala pequena para uma viagem de dois dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que eu tenho uma agressividade escondida, mas não sou calculista como muitos pensam ou como a astrologia me define. Prefiro dizer que sou uma mistura calma e repentina de tudo isso. A verdade, é que ninguém pode classificar uma pessoa de insensível só porque ela não curte declarações públicas de afeto ou homens que baixam até as calças só pra fazê-la sorrir. Afinal, o engraçado mora do lado da cutucada improvisada, da mordidinha no queixo e do abraço um pouco mais apertado. É que eu sou romântica, mesmo não fazendo questão de ligar todos os dias ou de prendê-lo, junto comigo, pelo final de semana inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, talvez, eu mereça mesmo um tempo, constantemente, me bem dado só para que eu fique só. Parada, complicada e abandonada. Diferente dos outros, eu preciso me sentir só e também rejeitada, incompreendida e revoltada. Só assim pra eu sentir vontade de olhar pra trás e perceber o que deu errado. É porque nem tudo em que a gente acredita, existe. E quase nada do que a gente defende com caras, unhas e telefones desligados na cara, tá certo de fato. É que os nossos olhos só são capazes de ir até onde a nossa imaginação vai. Na verdade, eles param um pouco antes, no meio do caminho e é por isso que muitos dos carões inchados são quase invisíveis pra quem tá do lado de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar leva tempo, dinheiro e coragem. Ficar sozinho te leva às paredes do seu quarto imaginário, numa casa sem jardim e sem porta de fundo. É que eu gosto de fugir, de me liberar e da falsa sensação de que ninguém vai me notar. Só que ninguém vive assim. De rua em rua, de quarto em quarto ou em diversos terminais. É que dá medo quando as pessoas se aproximam e começam a notar que aquela pele lisinha, na verdade, carrega rugas e expressões de intensidade. E aquele sorriso bondoso e generoso, uma hora acaba e vai embora, como quem não quer nada. É porque ninguém quer ser descorberto pelo lado fraco e ser analisado é a pior parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que me dá preguiça de esperar que aceitem meus olhos cansados, em dias de muito trabalho ou o meu jeito bravo quando eu perco o último capítulo de um seriado. É que a intimidade é constrangedora, invasiva e cheia de possibilidades. E ela precisa de um espaço largo, conveniente e é quase perfeccionista quando acha que estão dificultando a entrada. É que eu sou assim. Discreta, de olhares e de vontades apressadas. E, quase sempre, eu ando na contramão, mudo de direção e chego antes ou depois do tempo estipulado. É assim que eu faço e é assim que eu me acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, eu precise mesmo morar sozinha para que, então, eu me canse dos cubos de chocolate, dos episódios baixados ou das minhas palavras soltas pela casa. E, assim, quando eu não mais aguentar ser chata sozinha, eu volte para o meu quarto de fotos penduradas, pronta para colar pedaços e costurar falsos rasgos. É que eu preciso de um tempo para que eu sinta vontade de te dar meu número e te ver ligar, apaixonado, como num feliz acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;"Some women need to run free, until they find someone just as wild to run with."&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-1671457093190130877?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/1671457093190130877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/1671457093190130877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/06/run-free.html' title='Feliz acaso'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-2676126486343636754</id><published>2011-06-15T19:35:00.000-07:00</published><updated>2012-01-18T16:07:11.225-08:00</updated><title type='text'>Eu me liberto, eu bebo planos e, por agora, eu digo não.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Demorou um pouco mas agora eu sei. Não faz muito tempo que eu mudei de idéia, mas eu não me importo em não&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; &lt;/span&gt;fazer trabalho em grupo porque, por agora, eu acredito que duas ou mais idéias juntas não vai dar a lugar algum. Todos os dias, eu fico feliz quando posso dirigir sozinha só pra poder cantar bem alto, sem que alguém me implore para calar a boca, por não aguentar o meu tom desafinado. Mais do que nunca, eu faço questão de dormir bem no meio da cama em tamanho&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; queen size, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:-0;"&gt;só&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; &lt;/span&gt;pra ter a sensação de que ninguém pode me impedir de afastar um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu olho do outro lado da rua e vejo pessoas apaixonadas. Aonde quer que eu vá, existem casais abraçados e incrivelmente felizes como se não houvessem contas para pagar. E eu não consigo fazer o mesmo. É quase como um insulto para a minha idéia de liberdade e me dá logo vontade de abrir os braços, só pra ter certeza que ninguém tá me roubando espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo pessoas se encantando por outras e eu não sinto mudança nenhuma porque, enquanto ela deseja um final de semana a sós com ele, eu penso na minha viagem de 30 dias por Nova Iorque. Enquanto ele pensa no melhor presente que vai dar a ela e no que vão fazer no dia dos namorados, eu bebo duas ou mais taças de vinho e fico feliz por ter tempo de ficar em casa e escrever sentimentos mal contados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu encontro gente sorrindo, suspirando e confortáveis em ligações românticas. E eu, fico contente por saber que ainda tenho créditos pra confirmar a hora com o meu entrevistado. Eu vejo casais reservando mesas para um jantar a dois e eu me sinto bem com a praticidade do &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;delivery&lt;/span&gt;, por não precisar descer do carro. É esquisito e eu me irrito com essa mania chata de não dar continuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas estão se apaixonando e eu pareço não me importar se ele não pedir meu número antes de ir embora. Enquanto ela pensa no vestido branco e na casa mobiliada, eu fico arquitetando planos livres pra quando eu sair da faculdade. Enquanto ele procura as alianças que mais combinam com os dois e em como vai ser o pedido de casamento, eu perco a hora pesquisando pré-requisitos para bolsas de pós-graduação, no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas começam a mudar e eu pareço não me importar em ficar parada no mesmo lugar, com as mesmas previsões e com as mesmas paixões desprendidas, avulsas e solitárias. Quando eu conheço alguém, eu escrevo cenas românticas e até fecho os olhos só pra simular um desses amores loucos, bandidos e inspiradores. Mas não dura muito tempo e eu até posso sentir o alívio de não ter que abrir os olhos e saber que era a realidade. Tudo isso, pra não atrapalhar meus planos imensos de abraçar o mundo, com dois braços que mal alcançam as prateleiras do meu próprio quarto. Ou, talvez, por ter meu coração completamente ocupado e não disposto a permitir mais entradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fujo, sem perceber, de pessoas sensíveis, bacanas e que parecem querer algo mais que uma simples noitada. Talvez, porque eu não tenha paciência de esperar até que ele aceite os meus dias mal humorados, as minhas vontades exageradas ou as minhas reclamações constantes pela cidade. E eu acabo perdendo meu tempo com aqueles que não se dão nem o trabalho de me fazer repetir o nome. E é assim que as coisas são e é assim que eu faço. As pessoas mudam, se apaixonam e eu continuo sem novidades, não me importando em trocar passos errados. Eu não me prendo, não olho pra trás e não tenho nada que me faça querer voltar. E eu me liberto, eu bebo planos e, por agora, eu digo não, só pra convencer meu coração de que, talvez, aqui não seja mais o meu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Everybody's changing and I don't feel the same".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-2676126486343636754?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2676126486343636754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2676126486343636754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/06/eu-me-liberto-eu-bebo-planos-e-por.html' title='Eu me liberto, eu bebo planos e, por agora, eu digo não.'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-8554940873618018097</id><published>2011-04-28T20:18:00.000-07:00</published><updated>2012-01-18T16:08:26.122-08:00</updated><title type='text'>A minha promessa. O meu pecado. O ponto final.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não sei dizer quando exatamente alguém deixa de querer as coisas por ela ou para ela mesma. No meio da aula, parada no trânsito e até sentada numa sala de reuniões, para discutir a próxima pauta, eu consigo te fazer prioridade e lembrar de você. Lembrar dos teus braços cruzados, da tua pele em cor bronzeada e do seu jeito distraído, ao lançar um sorriso acanhado. E eu logo penso no dia que eu vou te encontrar, no momento que você me olhar e o que pode ou não ser dito. Tudo fica agitado, iluminado e configurado como se fosse o bastante pra tudo. Pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes alguém mesmo precisa ver para entender os olhares vazios e o sorriso contido de quem diz "não" o tempo todo? Quantas vontades e respirações difíceis serão necessárias para que alguém entenda que não existe um ponto de encontro entre duas ruas paralelas? Porque será mesmo tão difícil aceitar que ele, talvez, não goste de vinho enquanto você espera por um jantar a sós? Quantos sinais óbvios serão necessários para que alguém entenda que não será ele quem te fará uma massagem nas costas ou que irá trocar o óleo do seu carro, quando for preciso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia apertado. Horas corridas. Coração vazio. Corpo sem dono. E perca de tempo, pensando num plano pra te chamar de meu. Ou, num plano pra te deixar ir. Parece que tudo desaparece e não dura o suficiente para acompanhar essas várias tentativas arranjadas de te esquecer. Tentativas erradas, fracassadas e que possuem efeitos contrários e medonhos. É uma vontade de ter, de tocar e de sentir que parece não ter permissão para acabar ou simplesmente morrer. É uma lembrança segura, bruta e que permanece por entrelinhas de músicas românticas ou em fotos reviradas pelo quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma vontade que nasceu, mas que não aconteceu. É um sentimento que existe mas que não foi vivido. É quase como um amor ofendido, que vai contra as regras e parece não ter conquistado a nota máxima pra te fazer sorrir de volta. E fica assim, como tá. Você de um lado, sorrindo em pontos "X's" e essa vontade, perdida pelos cantos, esperando por um jeito de ser levada para a tua área de cobertura, como se o amor fosse paciente, tranquilo e sem pressa de chegar e viver. Mas você não deve saber disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando alguém percebe mesmo que um "não" quer dizer muita coisa? E quantas milhas voadas serão necessárias para que alguém entenda que certas coisas não mudam? Como fazer alguém aceitar que ele não será aquele que te dará um beijo na cabeça, de leve, te pedindo pra ter cuidado e voltar pra casa logo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você diz que sente saudade mas nada será dito. E nada irá mudar. É porque você não vai me ensinar as regras do futebol americano, não vai me levar pra te ver jogar, não vai brincar com palavras difíceis para que eu não entenda e nem vai me pegar pelo braço e dizer, na sala de um dos seus amigos: vem, senta aqui! Você pergunta por mim, mas não vai me pedir pra não ir embora, nem vai me colocar no banco da frente do seu carro e me levar pra casa se eu beber demais. Porque é assim que você faz. Quando meu coração sorri por dentro e se ilude, você me deixa de lado e finge estar bravo com alguma outra coisa, só pra fazer aquela cara de sério e que não tem tempo para bobagens. Porque é assim que você é. E vai me fazer olhar no espelho pra tentar descobrir qual era o problema com a minha roupa ou se fiz ou falei algo desnecessário. Só pra me fazer encontrar uma desculpa e justificar o teu jeito errado, que não foi de encontro ao meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais essa vez. E essa é a minha promessa, a minha dívida e o meu pecado. E é, também, o meu consolo para acreditar que tudo ficará calmo e tranquilo como deveria ser. A última vez. E esse é o meu ponto final e o dia de se desfazer de fotos salvas, camisas guardadas e de vontades aperriadas. É o dia de te dizer adeus e até nunca mais.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-8554940873618018097?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8554940873618018097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8554940873618018097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/04/minha-promessa-o-meu-pecado-o-ponto.html' title='A minha promessa. O meu pecado. O ponto final.'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-3630115123842019212</id><published>2011-04-23T11:36:00.000-07:00</published><updated>2011-12-23T07:07:00.097-08:00</updated><title type='text'>Miss-understood?!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu já disse uma vez, mas vou repetir: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;as pessoas não me entendem&lt;/span&gt;*. Elas não percebem quando eu preciso estar só, deitada, sentada, em pé mas calada. De preferência trancada no meu quarto. É que, às vezes, eu não tenho nada a falar e meus ouvidos parecem ocupados demais para escutar. E, então, eu simplesmente fujo de todas as perguntas, vírgulas e espaços em branco que uma conversa, numa roda pequena, consegue ter. Só pra não chegar a minha vez de falar, a minha vez de sorrir ou a minha vez de concordar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu não sei dizer, ao certo, quantas vezes eu já fui mal compreendida. O pior é que só me resta aguentar os olhares trocados entre os corredores. Ou o que mais cabe a mim dizer ou fazer? "Não, não foi isso que eu quis dizer"; "Não to com raiva de você, mas com a situação"; "É que eu to lendo meu livro"; "É que eu não quero ir"; "Eu sei que não é culpa sua, é que eu queria tanto"; "É que eu sinto falta";  "Eu não disse isso"; "Você me entendeu errado"; "Não é você, é que estou com raiva".  Nada deu certo, alguma outra sugestão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todo dia, quando acordo, eu olho pro espelho e decido que eu não preciso ser eu mesma, todas as horas do meu dia. Eu tento acreditar que posso sorrir quando estou com raiva, ter paciência quando dizem o que eu não quero ouvir e, acima de tudo, mostrar que sou feliz quando eu sei que está faltando algo. Eu tento fazer tudo isso porque eu percebi que ser mal compreendida significa, quase sempre, desvalorizar alguém ou atirar pedra nelas. Ninguém entende que eu só preciso de um minutinho de silêncio pra deixar a alma respirar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu já disse uma vez, mas vou repetir: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu preciso de tempo, espaço e liberdade&lt;/span&gt;*. É que eu nasci um pouco mais independente do que, de fato, me é permitido e a consequência disso bate na minha porta até hoje. As pessoas ainda não se acostumaram e agem como se fossem vítimas do meu grito intuitivo que diz, sempre que pode, "me deixa em paz, por um pouco, que eu preciso sentir raiva primeiro pra que depois ela venha a passar".  O problema é que as pessoas só entendem o grito e, por isso, me dão as costas e vão embora. E eu fico esperando pra que elas voltem sem que eu precise explicar o porquê de ter feito ou dito isso ou aquilo. Elas não entendem que, às vezes, explicar a razão de estar com raiva pode incomodar mais do que sentí-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ser mal compreendida é quase como ficar triste três vezes mais ou ter que ficar o dobro do tempo  trancada no quarto. Algo começa a fazer sentido e agora eu acredito que pra gente poder ser mesmo a gente, é preciso esperar até a hora de dormir pra que ninguém seja ofendido, envolvido ou incomodado com a verdade que não pode escapar. O que ninguém entende é que eu não consigo esperar nem, muitos menos, disfarçar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É que quando nada do que eu quero dá certo, eu  preciso remoer todos os detalhes, chorar pelo meu fracasso e ficar  sozinha pra aceitar que nem tudo foi feito pra mim.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  Eu preciso de tempo suficiente pra criar coragem de voltar pro mundo e  esquecer do que deixou de ser ou do que não pôde acontecer. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os dois minutos que eu dedico todos os dias, de frente ao espelho, são completamente desperdiçados. E eu vou contra todas as chances que eu tinha depositado na minha tentativa frustrada de mudar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu já disse uma vez, mas vou repetir: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu sempre tive uma alma que parecia não ser minha&lt;/span&gt;*. E isso também me dá medo. Na maioria das vezes eu falo sem pensar, penso o que eu não devo e reservo tempo demais para o que eu sei que não vai acontecer.  Eu gasto quase todos os meus créditos em sonhos que possuem a probabilidade mínima de vir a se realizar e, de alguma forma, eu gosto desse fio impossível que passa diante dos meus olhos. Eu tenho certeza que existe algo que respira dentro de mim e que não responde aos meus comandos. As pessoas não entendem mas eu também não. É que meu inconsciente consegue falar mais alto quando bem entende, sem que eu precise estimular como muitos dizem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu, quase sempre, peço pelo direito de controlar as minhas reações avessas e compulsivas, mas acredito que esse seja um pedido difícil de ser concedido. E, nesse meio tempo, eu continuo gritando em cada esquina e sendo mal compreendida, só por querer um pouco mais de tempo do que a maioria das pessoas precisam quando estão com raiva, tristes ou famintas. É que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;nenhuma parte do meu corpo tem a habilidade de separar em cômodos o que eu devo sentir, a cada minuto do meu dia. Por isso, você não vai me ver sorrindo, nem dando "Bom dia", nem muito menos disposta a entender o que estão tentando dizer por entrelinhas.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu já disse uma vez, mas vou repetir: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os meus pensamentos me  levam longe demais para que eu aceite as paredes do meu quarto ou as  rodovias que não me levam pra onde eu quero ir*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Isso assusta alguns, mas assusta também a mim. Porque, quase sempre, eu tenho medo do que estar por vir ou de como eu vou reagir. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas as pessoas não me entendem e agem como se eu quisesse descontar todo o meu gênio contrariado, bem em cima delas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando tudo o que eu preciso é ficar sozinha, na minha condição de tentar descobrir qual outro caminho pode estar sorrindo pra mim. E qual outro caminho eu ainda posso seguir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;*Mencionando:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pesnasnuvens.blogspot.com/2010/11/passos-largos.html"&gt;http://pesnasnuvens.blogspot.com/2010/11/passos-largos.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pesnasnuvens.blogspot.com/2009/10/um-ir-e-vir.html"&gt;http://pesnasnuvens.blogspot.com/2009/10/um-ir-e-vir.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-3630115123842019212?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/3630115123842019212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/3630115123842019212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/04/miss-understood.html' title='Miss-understood?!'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-2642703069136652867</id><published>2011-04-16T19:46:00.001-07:00</published><updated>2011-12-23T07:07:39.792-08:00</updated><title type='text'>Até que a taça de vinho perca a graça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quanto tempo exatamente leva pra que alguém perceba que o problema pode estar bem dentro, entre as paredes do seu próprio quarto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já faz algum tempo que eu mudei. Tudo começou quando, de repente, eu troquei o jeito que eu mexia os cabelos e a forma de penteá-los. Depois, eu mudei a meneira de se vestir e, também, as coisas que eu escrevia e os livros que eu lia. Minha maquiagem estragou, meus vestidos curtos se esconderam e a luz do meu closet já não precisava estar acesa para que tudo pudesse fazer sentido. Com a lâmpada queimada, eu ainda podia escolher o que vestir pra sair só pela estreita claridade que vinha da veneziana do banheiro. O que vier, o que puder, o que couber. Não vem ninguém na contramão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já faz algum tempo, eu sei. Eu voltei, eu mudei. Uma taça de vinho na mão, uma porta fechada e um sussuro no pé do ouvido quase pedindo explicação. E quanto tempo mesmo leva pra alguém perceber que algo está errado? Será esse um jogo de advinhações ou apenas uma estrada escura que não oferece muitas direções? E quanto tempo exatamente leva pra que alguém descubra o caminho de volta? De volta para o que antes fazia, o que antes comia, o que antes sentia? Ou será esse, um caminho sem volta? O mundo gira como quem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;não quer esperar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e as palavras ficam soltas e confusas como que num céu nublado. E quando alguém percebe que está tudo se tornando irreversível?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As ruas estão vazias, ou não. E eu ainda procuro a diferença. Mesas lotadas de um lado, gente dançando do outro e uma banda alegre que toca uma música que contagia mas que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; me move um músculo sequer.  Quando exatamente alguém percebe que pode voltar atrás? Será essa a escolha errada ou será ela, a escolha que não existe? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Poderá esse mesmo alguém encontrar uma forma de se reiventar e voltar a pentear e mexer os cabelos de forma envolvente, bem de frente ao espelho? E voltar a usar vestidos marcados, atraentes e que parecem dizer algo mais que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;"vai e volta logo"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;? E poderá esse alguém ensaiar um novo andar, um novo olhar, sem precisar mudar a direção ou o código da ligação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A noite está agitada para alguns e silenciosa para outros. A música inspira alguns e agride a outros. Os carros têm luzes fortes e velocidades alteradas. Parece que o pé não obedece ao controle das mãos e o destino certo parece nunca chegar. O ponto final parece exato, de todas as maneiras que um dia existiram e que agora mudaram.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando exatamente alguém consegue olhar para o que tem em frente e sentir vontade de avançar? E quanto tempo mesmo demora para que isso aconteça se alguém estiver disposto a aceitar? As coisas acontecem mesmo por uma razão ou a razão é simplesmente o dia que esse alguém vai levantar e sacar que já esperou tempo demais? Quanto tempo leva para que o pulo entre duas pedras, o salto entre dois rios estreitos e o pensamento entre dois mundos seja completamente superado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já faz algum tempo, eu sei. Meu cabelo não é o mesmo, as cores do meu guarda roupa mudaram e meus pés parecem mais frágeis a um salto alto. Quanto tempo mesmo demora até que tudo isso volte a ser como era? Quantas noites quietas, calmas e contidas serão necessárias para que o olhar ansioso do agora tenha, também, a brisa ofegante do calor de antes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A noite está apenas começando e eu não quero ir embora. Não, sem pelo menos, gastar as poucas notas que me restam ou o brilho escovado dos fios que se levam com o vento. É cedo ainda, minha maquiagem não está nem borrada, meu pé não tem calos e minha bolsa de mão ainda não me irritou por ser pequena ou grande demais. Ainda nem passou da meia noite e minha casa parece estar tão longe. Eu não quero ter pressa de chegar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O lugar está lotado, a música parece se acertar e você parece tão seguro ao comprar esses dois drinks no bar. Quanto tempo exatamente leva pra que alguém perceba que assim que a vida deveria estar? Quanto tempo mesmo leva para que o sol volte a raiar? O dia vem e o dia vai. E quando esse tempo voltar, por favor, vem aqui me chamar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-2642703069136652867?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2642703069136652867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2642703069136652867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/04/quanto-tempo-ate-que-alguem-ame-de-novo.html' title='Até que a taça de vinho perca a graça'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-7283697061843596957</id><published>2011-03-14T18:45:00.000-07:00</published><updated>2011-12-23T07:08:02.257-08:00</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>Deixa ser, deixa estar. Um dia ela passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez, você me disse que não sentia saudades. De nada, absolutamente nada. E que tudo que você já viveu, te trouxe até aqui por uma razão. Eu não quis te falar na hora, mas eu não acredito em você. Te ouvir falar aquilo foi quase como uma flecha no coração e eu quase discordei e discuti, não fosse pela vontade de acabar com essa mania de sentir saudade o tempo todo, a toda hora. Mas agora eu estou aqui, sentada naquele velho banquinho, observando o movimento dos carros apressados e martelando na cabeça como será possível alguém não sentir saudades. Como será possível simplesmente aceitar o fato de que passou e pronto, não volta mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consigo fazer assim, como você e eu me dei conta disso de imediato. Foi quando eu lembrei das fotos do colegial, dos bilhetinhos na hora da aula, da cola na prova final e daquele dia em que fui para o cinema, tarde da noite, com poucas e boas amigas e pensei que ficamos presas na sala. Eu não consigo esquecer daquela noite chuvosa quando eu voltei pra casa toda molhada, com o meu sapato novo estragado e meu cabelo completamente bagunçado. E demorou uns três dias para que ele voltasse ao normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, não me julgue mas é porque eu ainda não sei o que fazer do cartão postal de Nova Iorque, do dia de St. Patricks em Nova Jersey e, muito menos, das minhas amigas e da gente formando o quarteto “Troubles”. É que eu queria poder voltar para aquela noite na praia quando a gente resolveu tirar a roupa e se atirar no mar, depois de várias tentativas erradas de enganar o segurança do bar e entrar com uma identidade falsa. É que eu queria voltar só pra viver de novo aquela noite em que eu me apaixonei e jurei que ia dar certo, mesmo sabendo, hoje, que não deu. Naquela noite, eu pensei que iria e era o que importava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha vontade é só de poder voltar no tempo, por um minutinho só. E eu não iria mudar nada. Tudo iria ser do jeitinho que foi, mesmo com os defeitos, as crises, os dramas, os vacilos e os caras desconhecidos. Tudo, de verdade. É que, às vezes, me dá aquela sensação aperreada e angustiada que quase me deita na cama e me faz dormir. É uma saudade que muda numa velocidade incrível. Uma hora ela é tranquila, bonita e saudável. Noutra, ela me atormenta, me sacode e me dá arrepios. É que eu tenho vontade de voltar à Nova Iorque e vagar pelas ruas de madrugada e, também, voltar àquela viagem maluca à Miami, onde a gente bebia escondida num copinho da starbucks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer exagero ou até mentira pra você, mas eu sinto uma angustiada saudade das noites na cidade vizinha, quando a gente tomava umas doses a mais de tequila e já estávamos amigas íntimas de todos os seguranças do bar. No outro dia, eu lembro bem, a gente se reunia na cozinha e começava com aquele papo sério de que fomos ridículas e que teríamos que parar com tudo aquilo. Na maioria das vezes, a decisão não durava nem um dia. Mas a gente ria e se divertia ao voltar pra casa, no carro, berrando os novos hits do verão “Dynamite” do Taio Cruz ou “Oh My Gosh” do Usher. Eram noites felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, já me ocorreu de estar sozinha sentada na pontinha da cama, remexendo nas caixas empoeiradas ou vasculhando as mil e umas pastas e arquivos do meu computador. É muito que eu encontro. São os cartões de natal, os palitinhos de picolé não sorteados e até mesmo aqueles cordões velhos de carnaval. São as fotos no avião, dos primeiros amigos no exterior e da primeira visita à Estátua da Liberdade. Quando menos se espera, a saudade vem e pega e agarra, sem rodeios, sem mais nem menos. É porque a saudade não tem hora marcada, nem grau de intensidade. Ela vem e encontra a gente distraída. É uma das poucas coisas na vida que a gente quando procura, acha e quando não procura, também acha. É meio como um ciclo vicioso e medonho. Ninguém escapa e é por isso que eu não acredito em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já ouvi muitos sermões e até já pensei e escrevi a respeito. É um tal de “passado é passado. Vai parar a sua vida pra ficar pensando no que não volta mais? Tá desperdiçando o seu presente” e blá blá blá. Tudo bem. Tem até um pouco de lógica em toda essa ladainha, mas saudade nada tem a ver com o que está certo ou errado na vida agora. Nada tem a ver com o presente. Saudade é saudade. É querer algo de volta porque foi bom e foi marcante e foi único. Algumas vezes na vida, a gente sabe quando, dificilmente, será capaz de sentir aquilo novamente. E é disso que a gente sente falta, do que não pode mais existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É porque a saudade pega a gente de um jeito sem medidas. É aquele bombom que passa voando e que a embalagem dele faz lembrar alguém. É aquele perfume que ressurge de algum lugar e que a gente fecha o olho e lembra do alto da roda gigante e da noite estrelada. A gente nem percebe e já está ali, paralisada e encostada na árvore e tudo isso porque uma lembrança passou meio que de repente, na cabeça. E foi bom lembrar, e foi bom sentir um pouquinho daquilo de novo, nem que dure o tempo máximo de cinco segundos. É a vontade de ter, de viver e de sentir só mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim de tudo, eu percebi que é de tudo que eu sinto saudade e que eu estou completamente ferrada. Eu sei, não é fácil e também não pode ser normal essa minha vontade absurda de voltar atrás. Mas, tudo bem, deixa ser. Deixa estar. Um dia ela passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-7283697061843596957?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7283697061843596957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7283697061843596957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/03/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-3133772178523460957</id><published>2011-02-28T19:04:00.000-08:00</published><updated>2011-11-16T11:15:11.126-08:00</updated><title type='text'>"You are a nice girl, pretending to be a bad girl"</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-no-proof: no" lang="PT-BR"&gt;Durou o tempo que foi merecido.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-ansi-language: EN-US; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-no-proof: no"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-ansi-language: EN-US; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-no-proof: no; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-ansi-language: EN-US; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-no-proof: no"&gt;"You are a nice girl, pretending to be a bad girl". &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-no-proof: no" lang="PT-BR"&gt;Foi com essa frase sua que fui dormir noite passada. A gente tinha acabado de chegar de uma festa e deitamos na sua cama, um de frente pro outro. Você olhando pra mim com seus olhos quase tímidos e, ao mesmo tempo, prontos para atacar. Foi quando eu sorri meio que maliciosamente e você me descobriu. Eu travei, quase que cética, por você ter me descoberto tão espontaneamente e descaradamente que me surpreendeu. Você não precisou de muito para saber tudo aquilo que eu estive negando por todo o meu tempo. Talvez eu tenha te dado de bandeja o que eu nunca nem mesmo mostrei pra ninguém. Talvez algo me fez sentir-se imune a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto estava escuro e eu podia ouvir a melodia de uma música calma que vinha da porta entreaberta. Eu lembrei o dia que saímos para jantar e que você pediu uma salada só pra me acompanhar numa dessas dietas malucas, que quase nunca funcionava. Você comia fazendo careta e, entre uma garfada e outra, tomava dois goles de cerveja, contrariando todo o plano que você teve de começo. E eu achei a atitude mais ingênua e doce do dia. Você pagou a conta e quando a gente estava de saída, você se ofereceu pra segurar minha bolsa pesada que parecia maior que eu. E eu queria mesmo tirar uma foto, só pra mostrar aos duvidosos o tamanho da sua sensibilidade. É porque você era gentil e, ao mesmo tempo, esnobe. Você tinha aquele jeito selvagem de sorrir com os olhos, com a boca e com os seus cílios enormes de cor clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui dormir pensando no nosso primeiro encontro, de como o seu sorriso me dizia mais do que devia e como você ficava bravo por isso. Eu lembrei o desespero que me deu por você ter me ignorado por longos seis dias. Eu podia jurar que no dia seguinte você iria ligar e não aconteceu. Nenhum sinal. Foi quase como um soco na minha cara e eu quase pude ouvir vozes que repetiam &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;"I told you, I told you". &lt;/i&gt;E me deu uma raiva e uma vontade de te procurar só pra fazer você cuspir toda a sua farsa de bom moço. Mas aí, numa tarde vazia, eu senti meu celular vibrar e era você, se desculpando pela demora e sacudindo o meu dia. No meio de uma avenida movimentada, eu lembro bem, soltei as mãos do volante e comecei a cantar bem alto feito uma louca mas feliz. Naquele dia, minha alegria se extravasou por todas as beiradas e eu nem pude me conter. Foi inspirador e eu me contagiei de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes, eu ficava observando você enfiado debaixo do edredom com carinha de sono e quase implorando por uma massagem nas costas. Foi quando eu comecei a me apaixonar por você. E eu lembro que ficava brava quando você exibia aquela cara de "é só mais uma" sempre que perguntava o dia que eu teria que ir embora, mas, na verdade, não querendo que esse dia chegasse. Você apertava meu braço com força, me pedindo pra ficar a noite toda e quase me fazendo chantagens. Eu lembro que os meus dias ficaram alegres, bem humorados e cheios de você. E eu senti saudade de quando eu saltava da cama ao ouvir o primeiro toque do celular e das dores musculares causadas pelos movimentos apressados pra te encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perceber, eu já tinha te entregado tudo. Eu já tinha me disponibilizado inteira pra você. E eu costumava me perguntar se você também se sentia assim ou se eu estava fantasiando demais aquelas noites repentinas. Uma vez, eu quase me convenci disso e quase desisti de tudo, não fosse por aquela noite quando você chegou de mansinho e disse a frase mais doce que eu já ouvi em toda a minha vida, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;"I could be here, the whole night, watching you"&lt;/i&gt;. E eu pensei que tinha entendido errado e que meu inglês estava murcho e enferrujado. Mas não estava. E eu sorri com o coração como eu não fazia a muito, muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui pra casa tonta, sem ar e quase inconsciente de tanto martelar na minha cabeça de que poderia não ser nada ou que poderia ser um blefe ou a garantia de uma próxima noitada. Aquilo me atacou a noite inteira e todos os meus dias seguintes. Eu só pensava em você e de como eu tinha vontade de cruzar com o teu olhar em cada esquina ou em qualquer mesa de bar que eu fosse. Você construiu e fez parte dos melhores meses daquele ano distante e independente da minha vida. E eu mudei completamente de idéia e rezei com as mãos grudadinhas para que o tempo demorasse o dobro do que o normal, a passar. Eu não queria saber do que estava por vir nem, muito menos, do que não iria mais existir. Mas você teve medo e reagiu. Você percebeu antes que eu pudesse me preparar e sumiu, devagarzinho, como quem quisesse culpar as circunstâncias que surgiam. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-no-proof: no; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-no-proof: no" lang="PT-BR"&gt;Eu lembro bem daquela noite um pouco fria e sozinha quando você me deixou ir, sem nem insistir que eu ficasse por mais cinco minutinhos. E eu senti que algo tinha mudado. Você ficou o tempo todo de cabeça baixa, com os olhos desviados e com um sorriso acanhado. Você perguntou mais uma vez quanto tempo me restava e eu já sabia do que se tratava. E eu percebi que não haveriam mais noites engraçadas, abraços espalhados ou até mesmo aquele seu português arranjado. E eu senti saudade de quando eu fui pra casa vestindo a sua camisa tamanho &lt;i&gt;large&lt;/i&gt; e me sentindo completamente protegida, como se isso fosse possível. Eu lembrei quando bebi demais e você me carregou pela escada, me deitou na sua cama e me cobriu com pelo menos três edredons, jurando que não iria fazer nada. Você cuidou de mim e limpou toda a sujeira que eu insistia em fazer pelos cantos da sua casa. Não haveriam mais noites no sofá, nem sua TV ligada, nem a gente rindo do fato de você gostar de &lt;i&gt;K&lt;/i&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;eeping up with The Kardashians.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-no-proof: no; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-no-proof: no" lang="PT-BR"&gt;Os meus dias voltaram a se desbotar e eu voltei a sentir náuseas. Eu lembrei quando você pegou um dos meus brincos só pra guardar de lembrança, quase que fazendo piada pelo fato de um dia eu ter que ir embora. E pra quê se, no fim, você partiu por esse mesmo motivo. E eu ainda te liguei algumas vezes, cheia de desculpas esfarrapadas só pra ouvir o que você tinha a dizer. Mas não dava você já tinha desistido da gente. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-no-proof: no; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'" lang="PT-BR"&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-no-proof: no" lang="PT-BR"&gt;Eu, então, mudei junto com aquilo que você deixou em mim e fiz um monte de bobagens. Me fantasiei, me pintei e me disfarcei só pra você acreditar que eu poderia ser uma dessas garotas que não dá a mínima pra nada. Nem pra ninguém. Mas não funcionou e eu tive certeza de que você estava certo o tempo todo e que eu era mesmo o que um dia você tinha dito: uma boa menina que tentava ser "má". Eu deixei passar e fui conseguindo aceitar que não existia mais você nem, muito menos, nós dois caminhando pela calçada. Eu fui topando com as tuas palavras cruzadas e o tempo passou mais rápido. E foi no dia do meu vôo marcado que eu te mandei uma mensagem de texto e te disse &lt;i&gt;adeus&lt;/i&gt; pelo toque de um celular. Você respondeu uns vinte minutos depois e a minha vontade foi de te dá um último abraço. Mas eu não tive coragem e nem você me pediu. Eu juntei, então, as minhas malas pesadas e voltei pra casa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-no-proof: no" lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-no-proof: no" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-3133772178523460957?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/3133772178523460957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/3133772178523460957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/02/you-are-nice-girl-pretending-to-be-bad.html' title='&quot;You are a nice girl, pretending to be a bad girl&quot;'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-4129716662146459395</id><published>2011-02-21T12:17:00.000-08:00</published><updated>2011-02-21T19:11:26.922-08:00</updated><title type='text'>Nós dois, uma sala de aula</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;calma, a gente vai se achar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você veio de mansinho e sentou pertinho, do meu lado. Você achou que eu não saquei, mas eu vi quando olhou, a primeira vez, pelo canto do olho assim como quem não quer nada. E, depois, soltou um risinho que parecia estratégico, parecia até combinado. Foi estranho ver um cara como você assim, alto, forte, daquele tipo que não facilita pra ninguém, chegando na sala de aula e já dando aquela breve checada. Eu quase fiquei vermelha, não fosse pelo meu tom de pele que me livra desse tipo de evidência. Eu até fingi que não era comigo. Aliás, de fato, eu acreditei não ser comigo. Olhei pra trás, pro lado, pra frente e me dei conta de que era eu mesma e que estava sendo ridícula. Fiquei toda atrapalhada e estraguei tudo ao soltar um sorrisinho tímido quase que pedindo licensa pra poder existir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me segurei, me obriguei a não agir feito uma tonta e não adiantou. Soltei os cabelos e comecei com aquela mania irritante, que quase toda mulher tem, de ficar  rebolando-os de um lado pro outro quando percebe que está sendo analisada. O professor falava, falava e eu fingia que entendia tudo, afinal é um ponto positivo a idéia de ser inteligente, esperta, cheia de conteúdo. E pra quem acha que a teoria de ser do barulho ou do fundão é sinal de ser charmoso e atraente, está completamente ultrapassado. Na verdade não passa de puro cinismo disfarçado. Ninguém gosta de gente burra. Então, lá estava eu, lá estávamos nós, com o livro aberto e a coragem de arriscar olhar, mesmo com  a cabeça meio baixa e com o corpo um pouco curvado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Perdida naquela concentração absurda que era exigida, eu deixei escorregar todo o meu estojo de lápis. A sala inteira me observava, inclusive você, só que dessa vez,  sem precisar encobrir nada. Eu deixei, então, o cabelo esconder um pouco do meu rosto, numa mistura que acreditei ter sido de vergonha mas também de charme e fui sumindo, sumindo, até que ninguém mais estava olhando e eu dei de cara com as suas sobrancelhas sobressaltadas. E eu quis correr e eu quis sumir mas, a verdade, é que eu gostei do seu riso cínico antes de olhar pra frente para que eu pudesse sentir-me um pouco aliviada. E eu ainda grudei meus olhos em você por alguns segundos, tentando decifrar um pouco do que era aquilo tudo e qual poderia ser a sua música preferida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Alguém bateu na porta e, ofegante, entrou uma menina alta, de cabelos longos e saia curta como uma daquelas patricinhas perfeitinhas e atrasadas. E você a acompanhou pelos passos, de cima a baixo. Eu virei o rosto e tentei advinhar quem de nós dois iria desistir primeiro. Você, por ter duas opções fáceis ou eu, por não querer bancar a babaca concorrendo a um posto de Miss Ninguém na sua lista disputada.  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;E que se foda você, e que se foda ela e que se foda essa aula!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu não aguentei. Olhei, também, para aquela menina de cor pálida e, por fim, me convenci de que ela não era de nada. Um pouco de satisfação surgiu ao ver aquele cabelo todo assanhado, aquelas unhas enormes e aquela respiração ofegante por estar fora do horário. E eu esperei pelo bendito minuto em que você também iria perceber que ela é mesmo uma sem graça desastrada e aperriada. Não demorou muito e você encostou as costas na cadeira de trás e fingiu relaxar. Você tentou alongar o pescoço e, entre um segundo e outro, você conseguiu virar. E me olhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É um jogo meio rápido e, numa tentativa ou noutra, nós dois caíamos na nossa gargalhada contida, escondida e cheia de malandragem. Tudo isso porque nenhum dos dois conseguia dar o primeiro passo. Você não sabia meu nome e nem eu sabia o seu. Estávamos juntos, na curiosidade. E foi durando toda a aula até que chegou a hora da lista de chamada. Você atento de um lado e eu não querendo perder nada. O professor chamou o seu e o meu nome, e já tava tudo gravado. No fim, rolou aquele pequeno mistério de um olhar safado. E um plano foi, então, traçado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu te acho, você me acha. No orkut, facebook, twitter ou até mesmo no blog da faculdade, mesmo sem trocar uma só palavra. E, foi assim que ficou combinado, embora, eu ainda prefira o tempo do envergonhado começo de fala: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;ei, me empresta sua borracha?? Meu nome é fulano, qual o seu??&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Era tudo tão mais fácil! Mas, tudo bem, eu gostei do teu jeito tímido de escapar olhares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E, agora, eu mal posso esperar pra saber qual o teu filme ou o teu livro favorito e a comida que você mais gosta. E eu quero saber o que mais você faz, do que você sente falta, do teu time preferido e se você tem namorada. E eu vou te checar nas fotos e observar o teu sorriso, nos mínimos detalhes. E você também, quem sabe. E, talvez com sorte e coragem, a gente solta um "OI" pro outro, estupidamente planejado, na próxima aula.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-4129716662146459395?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/4129716662146459395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/4129716662146459395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/02/voce-vinha-de-mansinho-e-sentava.html' title='Nós dois, uma sala de aula'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-586047993965415997</id><published>2011-02-10T19:58:00.000-08:00</published><updated>2011-08-25T16:18:46.903-07:00</updated><title type='text'>Olhos gastos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um cansaço de não se cansar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Outro dia saí com algumas amigas para um barzinho qualquer. Um desses aí, de esquina. A noite foi maravilhosa. O problema foi o espanto no dia seguinte. É que, ao rever as fotos, algo estranho eu pude encontrar naquelas poses inusitadas, naqueles sorrisos um pouco forçados e naquela alegria meio que imediata. Algo estava errado. Meus olhos pareciam cansados. Não sei de quê, não sei porque. Mas eu senti que ali não era eu mesma.  Algo estava diferente e foram as lentes de uma simples câmera fotográfica que me acordaram para a realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meus cabelos estavam lindos e minha pele parecia saudável mas meus olhos, não sei, algo neles faltava. Eu me senti feia, normal e sem alegria. Pior é que eu jurei que aquela noite tinha sido uma das melhores que já tive. É como se algo estivesse me martelando por dentro e só os meus olhos estivessem sofrendo todos os efeitos disso. E eu quis saber porque. Eu implorei, supliquei e choraminguei em frente ao espelho, tentando entender o porque que os meus olhos pareciam tristes, sem brilho e sem graça. A minha vida estava ótima, tudo estava ótimo. Pelo menos, eu achei, acho que estava. Tentei novas poses, novos ângulos e não adiantou. Resolvi, então, apelar para a maquiagem. Tentei cores de sombras diferentes e exageradas, rímeis com super poderes e até um daqueles iluminadores, algo que nunca experimentei, só pra tentar consertar o que parecia torto, sem riso, sem nada. Não deu certo. A maquiagem ficou perfeita e até me surpreendi comigo mesma. O problema é que bem no fundo, por trás de toda aquela frescura, algo continuava intacto e os meus olhos continuavam fatigados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fiquei irritada e, num gesto só, joguei todo o meu conjunto de maquiagem no cesto de lixo. De que me adiantava tentar esconder aquele olhar abatido e gasto se pra mim, não mudava nada? Eu sentei na cama, cética e sem movimentos. Me angustiava aquela sensação de não saber, de não sentir, de não poder resolver. Pensei que poderia ser culpa das longas horas de frente a televisão e às poucas horas de sono. A verdade é que eu sabia que não era nada disso. Eu sabia que, de fato, algo faltava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Comecei a vasculhar algumas fotos, um pouco antigas. A diferença foi visivelmente atirada no meu rosto já pálido. Eu mudei. Algo mudou. O pior de tudo é que não havia uma razão óbvia, evidente, clara. O contrário, tudo parecia cada vez mais escuro e nem minha intuição resolveu se impor. Só pode ser loucura, desvio. Sei lá! Não me agradava a idéia de estar sem cor, sem encanto, sem magia. Não me agradava a idéia de ter olhos vazios. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desliguei a luz do quarto, deitei do lado direito da cama e fechei meus olhos num ato imediato. Eu senti o coração pesado, complicado e revoltado. Algo perdera o sentido ali, naquele metro quadrado. Lembrei da noite, no bar, com as amigas. Me dei conta de que estava sim feliz, apesar de estar com os olhos cansados. Descobri que era possível, embora não me aliviasse quase nada.  Pensei, pensei e pensei mais um bocado de vezes. Tentei sorrir e fingir que estava tudo bem e que tinha sido só mais um drama, daqueles que a gente inventa pra sacudir um pouco o coração. Mas as fotografias não sumiam da minha mente. Estavam presas ali, como fantasmas impossíveis de espantar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abri, então, os meus olhos. O escuro já tinha tomado conta de todo o quarto. E aquela sensação de estar perdida, me deixou ainda mais inconsolada. Algo, dentro de mim, estava apertado e quase podia me sufocar. Daí, uma esperança daquelas que assopram no peito, aconteceu de repente. Olhei pra cima, para um lado, para o outro e nada. Estava desesperada. Foi, então, que a resposta chegou e me tapiou três vezes na cara. Eu estava cansada de ver o mundo mas de não enxergá-lo. Foi aquele aperto de mão que dei sem querer, foi aquele sorriso que deixei escapar, foi aquela ajuda que eu não quis aceitar. Foi o cansaço de me ver todos os dias, e não me enxergar a ponto de não me amar. Sim, meus olhos estavam cansados de ver e de não enxergar. E eu estava cansada, de não me cansar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;English version:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://feetinclouds.blogspot.com/"&gt;http://feetinclouds.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-586047993965415997?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/586047993965415997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/586047993965415997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/02/olhos-gastos.html' title='Olhos gastos'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-4996279912987673896</id><published>2011-02-05T13:09:00.000-08:00</published><updated>2011-02-20T19:46:49.991-08:00</updated><title type='text'>O dia que eu decidir abrir mão de você</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O meu coração vai ficar em paz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meu coração já quase escapou batidas de tanto acreditar nas vezes que jurei te esquecer. Desenhei novos lugares, novas caras e novos personagens num pedaço de papel em branco. Colei bem na porta do meu quarto, de frente pra mim, só pra esquecer o brilho do teu olho cor de mel. Não funcionou. Eu até conseguia imaginar um novo rosto, uma nova forma e sentir um novo cheiro. O problema é que você ficava feito uma sombra ao redor de tudo. Eu quase podia ouvir você gritando para me alertar que eles nunca seriam você e que eu parasse de ser boba. Daí eu me rendia a compará-los e, no fim, você sempre ganhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É que aquele bonequinho que parecia perfeito, na verdade não era. Ele não tinha o seu jeitinho de contrair a boca e nem as suas sobrancelhas um pouco elevadas, quando queria me fazer sentir vergonha. Ele nem sequer olhava pra mim. Eu tentei, tentei e tentei, mas de alguma forma os olhinhos sempre se desviavam pro outro canto do quarto. Cheguei a acreditar que precisava de terapia. É que me dava desespero não conseguir fazê-lo olhar pra mim do jeito que você costumava olhar. Aquele olhar apertado e centrado que me amolecia.  Eu desenhava e apagava. Pelo menos umas quinze vezes. De tanto tentar, o rostinho dele ficou esquisito. E então, como eu poderia substituir você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma vez, eu cheguei até a perfumar o papel com um desses frascos que a gente guarda com peninha, só para momentos raros. E, mesmo assim, não adiantou. Desisti, então, daquele desenho torto de cores falsas. E eu pensei no cheiro que tinha a sua camisa que me fez desnorteada e foi difícil cair no sono. Na manhã seguinte, eu lembro bem, eu quis até vestí-la o dia inteiro só pra me sentir mais perto de você. Só que ela não me serviu muito bem. Eu me olhava no espelho e insistia em te achar e, então, cansei das várias voltas ao redor do banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A verdade é que algo seu ficou grudado aqui e eu não consigo me desfazer. Já passei madrugadas assistindo filmes de romance e cheguei a decidir que você já passou e que eu estou feliz. Até pude rir, um pouco, do meu alívio curto. E, então, eu lembrei daquela noite em que você me puxou pela mão, pra pertinho do seu rosto e perguntou quando a gente ia se ver. E me deu vontade de voltar para aquela noite, naquele bar. Já até tentei me convencer de que sua cabeça é meio desproporcional para o resto do seu corpo e passei horas de frente pra parede, insistindo pra mim o quanto egocêntrico você é e o quanto você erra, perde e omite. Eu procurei um defeitinho só para não amar você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu quis fugir, eu quis me entupir de algo que não sei só pra esquecer que você existe. Eu desejei voltar para aquela noite, quando eu te conheci só pra marmelar toda essa fantasia boba que eu criei e que insiste em me puxar os cabelos, bem no meio da noite. Eu queria escapar dessa terrível sensação de que já te dei tempo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu já até cheguei a acreditar que, talvez, você fosse uma afronta a natureza. Só assim para explicar aquela mania medíocre de fincar os pés no chão e sussurrar um “Oi”  encabulado, quase sem mover os lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um dia, eu senti raiva de mim e quase me desprezei por insistir, estupidamente, em ver beleza no seu silêncio e paixão nas suas palavras pequenas, tortas e avulsas. Eu senti raiva de você e me deu vontade de te espancar e te chutar por você ser tão perfeito e, por quase me fazer pedir desculpas ao resto do mundo por ter te olhado a primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu percebi que quando sinto vontade de partir pra outro lugar, há sempre uma palavra e um abraço teu que vem comigo. Quanto mais eu tento me decidir de que você não foi nada e de que eu estou bem, mais eu sinto aquela sensação de que você também carrega algo meu. E que eu não quero ter de volta. Algo me faz acreditar que esse amor se chega mais perto de não se acabar. E, então, eu decido desencanar e o meu coração percebe que não foi dessa vez, de novo. Um dia, quando eu não mais tentar me desculpar por você ser tão perfeito, eu crie coragem de me olhar no espelho e dizer que eu sou mais eu. E, assim, eu vou abrir mão do que, um dia, foi você.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-4996279912987673896?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/4996279912987673896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/4996279912987673896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/02/o-dia-que-eu-decidir-abrir-mao-de-voce.html' title='O dia que eu decidir abrir mão de você'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-5075668369849765941</id><published>2011-01-27T22:39:00.000-08:00</published><updated>2011-02-03T16:40:13.194-08:00</updated><title type='text'>Meramente fingindo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu sabia de tudo e não pude evitar.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma madrugada de outono. Você e eu, sentados no topo de um telhado baixo. Estava frio, você me deu o casaco e me abraçou de repente. O seu corpo no meu, um calor agradável. Estamos contando histórias de conto de fadas e fingindo que acreditamos em toda essa palhaçada. Nossos olhos brilham no escuro da noite. Dormir não é uma possibilidade. Estamos no telhado, observando a pequena cidade em paz. Daqui, podemos ver vidas. Gente de verdade. De um lado, alguns amigos que parecem bêbados e felizes, abraçando uns aos outros como velhos amigos fazem. Do outro, aquele casal de estranhos que se ama por uma noite e que, provavelmente, amanhã nenhum lembrará do outro. Mas que, por agora, eles estão indo pra casa apaixonados. A polícia dá voltas, como se algo tivesse que ser resolvido. E, incrivelmente para uma madrugada de sexta-feira, não há. Parece que o mundo está em nossa mesma sintonia.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acabamos de sair de um bar. Ir pra casa não é uma opção. Está frio e você está fumando um cigarro. Escondemos bebidas na bolsa e no casaco. Não há nada que eu queira a mais.  Estamos advinhando desenhos em nuvens. Só pra passar o tempo. Você me conta histórias da sua vida e eu te divirto com algumas das minhas noites mal dormidas. Num minuto ou noutro, você me beija. Um toque suave, delicado e ao mesmo tempo selvagem. Estamos tranquilos. Somos amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem que você perceba, eu me paraliso e me fixo no seu sorriso mágico, que me faz acreditar que tenho tudo comigo. E, de fato, eu tenho. Eu senti sua falta e achei que fosse passageiro. Me enganei. Pensei em você e em estar ao teu lado quase todas as noites, antes de adormecer. Nada do que você dissesse ou não fizesse iria me livrar. Eu precisava correr pra pegar o primeiro vôo de volta e te encontrar mais uma vez. Você não me garantiu nada e eu sabia das minhas condições. Eu decidi pôr tudo em risco. Deu certo e eu estou aqui. Você segurando minha mão e eu no aconchego do teu colo, sentindo a tua respiração tranquila. Tudo está certo, tudo está exatamente como eu desejava e nada me abala agora. Olho em volta e não há nada que eu queira acrescentar. Sim, eu tenho tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Mas aí, algo me cutuca. Me remexe. Me sacode. Tá, tudo bem. Não é nada disso. Eu só queria fingir um pouco e ser feliz.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-5075668369849765941?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5075668369849765941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5075668369849765941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/01/meramente-fingindo.html' title='Meramente fingindo'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-2419741201988285709</id><published>2011-01-24T21:05:00.000-08:00</published><updated>2011-05-22T15:57:30.193-07:00</updated><title type='text'>Distração</title><content type='html'>&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;font-family:'Arial', 'sans-serif';color:#0f243e;" lang="PT-BR"  &gt;O papo entre amigas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;font-family:'Arial', 'sans-serif';color:#0f243e;" lang="PT-BR"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;font-family:'Arial', 'sans-serif';color:#0f243e;" lang="PT-BR"  &gt;&lt;br /&gt;Você nunca sabe o que realmente rola numa conversa entre amigas. Elas eram três nesse dia. Era de manhã cedo em Fortaleza, num dia de semana e no caminho para a faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que ele perguntou por mim, sabe? Mas porque, se ele não me liga, não me procura? Perguntar só por perguntar? Melhor não né?! – Uma dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A festa de sábado foi o máximo! Conheci um cara muito gato e trocamos telefones! Será que ele vai ligar? E eu? Será que ligo se ele não ligar? – A outra se perguntava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, ele demonstra que quer, mas tem namorada. Qual é a dele? Dá bola, fica de conversinha comigo, mas não larga a outra! – A terceira lamentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trânsito estava um horror, como de costume. O caminho era mais longo, pois a que estava dirigindo precisou deixar a irmã mais nova no colégio antes de ir pra faculdade. A conversa estava irresistível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O problema é que ele não quer. Pergunta por mim, mas na verdade é só por costume. Afinal, dizem que quando o homem está interessado ele sabe como conseguir, não é? – &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;A primeira desabafou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O problema é que ele é da farra! Por isso ele ainda não me ligou, já deve ter conhecido outras! Será que eu ligo? – Ela precisava se controlar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O problema é que ele quer as duas! Só pode ser! Ou, talvez, esteja me deixando na reserva pra quando terminar o namoro já me ter disponível! Mas nem que "a vaca tussa!" – Era uma ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia apenas uma explicação para o problema das três. O cara tava em outra, ou, em outras. Qualquer um de fora seria capaz de enxergar essa agravante com facilidade. E, no fundo, elas também. Difícil era fazer com que três mentes femininas pensantes, assumissem isso.&lt;br /&gt;Dessa forma, pra quem mesmo sobra toda a culpa?? As próprias mulheres!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O problema é a irmã dele! Ela não gosta de mim e com certeza fica tentando convencê-lo de não me procurar. Isso não é justo! – Pobre da irmã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O problema são as outras! Gente são quase 200 mil mulheres a mais que homens só em Fortaleza. Sem contar, que é um bando de oferecidas! – Pobre das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O problema é a namorada! Ela sempre se faz de vítima pra que ele tenha pensa de terminar com ela. – Pobre da namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa vai e conversa vem. A discussão estava séria. Pode imaginar três mulheres iludidas juntas? É muita conversa em jogo e isso requer muita atenção e energia. O tempo estava passando e elas estavam cada vez mais falantes. Era impossível chegar ao fim daquela conversa se algo mais extraordinário que três homens desinteressados não surgisse pelo caminho. A conversa terminou. Logo, algo de extraordinário aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIO DE JANEIRO, SALVADOR OU RECIFE &lt;br style="mso-special-character: line-break"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;font-family:'Arial', 'sans-serif';color:#0f243e;" lang="PT-BR"  &gt;Sim, era uma placa bem no meio da avenida. Elas erraram feio o caminho e nem perceberam que já estavam dirigindo por mais de uma hora. Resultado? Elas perderam a prova do primeiro horário e, ainda assim, caíram na gargalhada. E nessa hora, homem nenhum se mete entre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só quem tem conversas entre amigas é que entende!&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif';font-family:'Times New Roman';" lang="PT-BR" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif';font-family:'Times New Roman';" lang="PT-BR" &gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-2419741201988285709?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2419741201988285709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2419741201988285709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/01/distracao.html' title='Distração'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-8278110532571591895</id><published>2011-01-07T12:03:00.000-08:00</published><updated>2011-01-30T22:58:17.445-08:00</updated><title type='text'>Ressaca emocional</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;            Poderia você me entender?&lt;br /&gt;-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;            Estava cansada e, pior, de ressaca emocional. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;-Sabe quem perguntou por você ontem? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;            Tá, era tudo o que eu precisava para dormir bem, depois de uma festa sem graça. Minha cabeça doía e pesava feito um tijolo acimentado. Meu corpo todo estava exausto. Parecia que tinha participado de uma daquelas maratonas de ciclismo quando você se pergunta como alguém consegue pedalar tão rápido, em tão pouco tempo. Eu só queria minha cama. Eu só queria você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;            Meu cabelo estava um nó. Meu rosto sujo com maquiagem porque nem coragem e cabeça eu tive pra removê-la. Eu fui dormir pensando em você. Pensando em como eu queria estar ao teu lado, deitado de conchinha e assistindo um daqueles filmes que passa na tv. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu saí pra festa tentando te esquecer e não poderia ter feito uma escolha mais ignorante. Como querer ficar bonita se todo o brilho que existia em mim, está com você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;            Estava no banho e tudo o que eu desejava era te ver ali, me estendendo a toalha e me abraçando para me enxugar. Não aconteceu. Usei, então, o  vestido mais bonito, o salto mais alto e a maquiagem mais exótica que pude encontrar. E eu me senti tola. E eu me senti feia, sem graça e enfiada num vestido que não me caía bem. Nada iria me agradar e como poderia se a minha única alegria seria a de te ver girando a chave do nosso apartamento mais uma vez? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E eu me pergunto, com quem você está dormindo abraçadinho agora? A quem você está susurrando palavras de amor no ouvido? E que sorte a dela. E que sorte a sua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;            Você perguntou por mim. Fiquei inquieta e rodei na cama. Baguncei ainda mais os cabelos, sem sono. Eu sinto sua falta. É o seu cheiro forte, as suas mãos grandes e o seu sorriso que parece me dizer algo.  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De repente tudo se misturou aqui dentro como se algo tivesse que ser encontrado. Não sei se foi.  Poderia ter feito menos bagunça em mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-8278110532571591895?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8278110532571591895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8278110532571591895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2011/01/ressaca-emocional.html' title='Ressaca emocional'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-307296105089046687</id><published>2010-12-31T08:05:00.001-08:00</published><updated>2010-12-31T08:05:28.945-08:00</updated><title type='text'>Feliz Ano Novo!!</title><content type='html'>&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;2010 já está quase acabando e que ano maravilhoso, eu diria!! Eu estou muito agradecida por tudo que fiz e aprendi. Estou agradecida pela minha experiência nos Estados Unidos que me trouxe amigos maravilhosos e momentos inesquecíveis!! Eu tenho muito do que lembrar. Instantes que ainda me fazem morrer de rir quando estou quase adormecida na cama. &lt;/span&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-size:100%;"&gt;Instantes que eu não posso descrever e nem explicar porque ninguém entenderia, ninguém iria rir tanto quanto esse momento merece! Momentos que nunca vou esquecer. "Troubles". Tudo, tudo mesmo!! Acima de tudo, eu sou agradecida pela minha família e pelo adorável lugar para o qual eu pude voltar e chamá-lo de Lar. O lugar, este, onde eu posso encontrar tudo que preciso para continuar seguindo em frente. 2011 já está quase chegando e eu estou preparada para fazer as coisas acontecerem e rir da vida tudo de novo. Desejo a todos vocês que acompanham o Pés Nas Nuvens, uma tonelada de amor, paz e momentos incríveis neste ano que está para chegar!!&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;"Desejo a todos um ano novo de muitas virtudes e alguns pecados &lt;span style="visibility: visible;" id="main"&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="search"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;agradáveis, excitantes, discretos e principalmente bem sucedidos!!&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-size:100%;"&gt;Feliz Ano Novo!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-size:100%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-307296105089046687?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/307296105089046687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/307296105089046687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2010/12/feliz-ano-novo_31.html' title='Feliz Ano Novo!!'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-425436802699007985</id><published>2010-12-28T18:23:00.001-08:00</published><updated>2011-01-07T15:14:11.440-08:00</updated><title type='text'>Do alto, eu disse Adeus.</title><content type='html'>Saudade é tormento&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parada, escondida no canto da sala eu vejo tudo acontecer. Pelos os meus olhos eu te vejo, eu te sinto, eu te chamo. Você não percebe, mas o meu grito ecoa na mente, chamando pelo teu nome. Tudo fica claro e, então, eu lembro que não mais vou poder te ver. Eu dou um passo pra trás e tento, mas não consigo mudar o que estou sentindo. Algo em mim fica mais forte. Algo em ti me faz fraca. Tudo é tao evidente. E eu ainda estou olhando você e tentando aceitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tavez seja mesmo a hora de seguir em frente. Talvez seja mesmo a hora de desistir. Não por corvardia mas porque já não há mais tempo para te fazer mudar de idéia. Para te fazer olhar em outra direção. Talvez tudo isso tenha ido longe demais, tenha ficado sério demais. Bem mais do que eu poderia suportar. É hora de ir embora. Pra você não muda nada. Pra mim, tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas vidas, dois sentimentos, duas direções. Nada a ser feito. Saudade. Você está no banho, eu também. Você pegou as chaves do carro e provavelmente dirigiu pela velha highway, eu também. Você foi encontrar seus amigos, eu também. Você sentou na mesa do bar e pediu uma cerveja gelada.  Eu sentei no banco de espera e pedi um café bem forte para me manter acordada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A madrugada chegou, você pegou as chaves do carro, eu não. Você percorreu de volta o mesmo caminho pela highway, eu não. Eu juntei minhas malas e as despachei com o coração na mão.&lt;br /&gt;Na mesma madrugada em que você deu sequência a sua vida, eu modifiquei a minha. Algo pulava dentro do peito de angústia, de medo, de ansiedade. Já era tarde. Nenhum sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era alto e o avião tremia. Do alto, eu chorei. Do alto, eu mudei. Do alto, eu me despedi de você. Do alto, eu disse Adeus. E agora, o que eu vou fazer dessa saudade? O que eu vou fazer de tudo isso que era você?&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-425436802699007985?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/425436802699007985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/425436802699007985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2010/12/do-alto-eu-disse-adeus.html' title='Do alto, eu disse Adeus.'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-7329524488834492489</id><published>2010-12-10T08:37:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T14:25:04.340-08:00</updated><title type='text'>O que passou, passou!</title><content type='html'>&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Arial','sans-serif';" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pena que a gente não esquece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De repente o que era doce virou amargo. O que era quente ficou frio. E o que era tudo virou um nada. Pena que quase sempre você não consegue perceber que aquele capítulo chegou ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Às vezes o coração está lento, pesado. São tantas interrogações que a bagunça fica insuportável. Não há como saber. E você chora. Acorda com a cara inchada por não querer que acabe. Você não percebe que cada fase da vida tem suas particularidades. O agora parece nunca suficiente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aquela noite. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Arial','sans-serif';" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aquelas ruas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:'Arial','sans-serif';" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aqueles amigos. Aquele bar.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você implora por aquilo que já passou e não percebe que, enquanto está chorando de saudade, você está deixando de lado o que tem hoje. Você não dá importância àquele novo amigo que poderia te render muitas outras gargalhadas. Você não dá atenção àquela peça de teatro que poderia refletir num momento adiante e fazer-lhe chorar de felicidade. E o pior de tudo é que o tempo não espera. A vida não pede para que você se recomponha e a acompanhe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Está ocupado demais pensando no passado? È um 'agora' que você está desperdiçando. E, mais na frente, provavelmente sentado numa cadeira de um escritório estreito você pedirá para voltar atrás. Tudo isso porque numa manhã de domingo, os seus amigos estarão relembrando a noite de formatura de um deles, mas que você não estava lá e então não tem nada a dizer. Afinal de contas, você estava sentado em frente ao computador assistindo pela quinta vez em dois dias um vídeo de um passado que não volta mais. Um passado feliz, eu entendo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu também me entrego fácil ao passado e pareço viver num mundo, numa época que não é minha. Sou como você. Então eu te pergunto para que eu possa me perguntar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt; -Será que vale mesmo a pena esquecer a vida agora para manter-se naquilo que já nem existe mais?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Relembrar sim. Dar gargalhadas pelo o que já passou, também sim! Mas deixar de viver o 'hoje' para fingir viver uma fase da vida que já passou? Não pode ser saudável. Pena não ser tão fácil assim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-7329524488834492489?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7329524488834492489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7329524488834492489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2010/12/agora.html' title='O que passou, passou!'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-3647792497575118640</id><published>2010-12-09T17:44:00.001-08:00</published><updated>2011-01-16T18:16:48.069-08:00</updated><title type='text'>Eu quero o "amanhã"...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porque só hoje não me agrada mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há muito tempo que não me vem aquela inspiração de escrever. Seja o dia ruim, o dia bom. Seja aquele sorriso, aquele braço forte ou aquele olhar que, talvez, por mim nem passou. Seja lá o que for.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Ultimamente só me vem rascunhos. Não há nada que eu consiga finalizar. Só rascunhos, rascunhos e rascunhos. Talvez a minha vida esteja sendo apenas um rascunho, com nada que possa ser levado a sério. Talvez realmente não haja nada para ser escrito, nada para ser lembrado, nada para ser sentido. Talvez tudo agora se resume apenas em superficialidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um vestido bonito, um salto alto qualquer e um estranho ao meu lado. São essas as lembranças da noite passada. Talvez o nome dele eu nem lembre e não interessa se trocamos telefones. Nenhum dos dois vai ligar no dia seguinte. Dias passam, noites passam, semanas passam e nada. Foi apenas um amor que fingimos por uma noite. Um amor  que quase nunca resiste à sobriedade. E depois, ao deitar a cabeça no travisseiro, você se dar conta de que só resta o vazio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E eu pergunto. Porque insistir nessa idéia de não se prender? Porque insistir nesse romance sem “amanhã”?  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Talvez já seja hora de um cinema a dois, um jantar especial ou de um final de semana despreocupado na praia. Talvez já seja hora de um muito mais de entrega.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;   Chega de conhecer pessoas diferentes todas as noites e, ao mesmo tempo, não saber nada delas. A liberdade de estar sozinho é excitante mas quando dura muito, o resultado é uma pedra no coração. Por isso, não dê férias demais pra ele! Talvez já seja hora de chegar pra alguém e dizer: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Está aqui o meu coração, pra você fazê-lo sentir!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Eu não preciso mais de uma agenda cheia de números. Eu estou com vontade de acordar com o pensamento em outro lugar. Por agora, eu cansei de sentir emoções repentinas e passageiras. Por agora, eu quero um basta dessa vida de “desprender-se”.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu quero paixão de verdade, ardente, com palavras soltas e olhares de quem quer se entregar. Eu quero permanecer naquilo que hoje eu só tenho por uma noite. Eu preciso de uma história interia pra viver, não apenas alguns capítulos. Eu estou com vontade de alguém que me faça sofrer por amor e que me faça feliz por amar. Eu quero suco de morango num copo com dois canudos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu preciso que minha inspiração volte e uma noite feliz já não me é o bastante. Agora, eu exijo mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-3647792497575118640?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/3647792497575118640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/3647792497575118640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2010/12/te-vejo-mais-tarde.html' title='Eu quero o &quot;amanhã&quot;...'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-8392429851551125972</id><published>2010-11-04T13:19:00.000-07:00</published><updated>2011-03-02T05:14:07.484-08:00</updated><title type='text'>Passos Largos</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;É que eu fui feita para o mundo. As pessoas não vêem, mas meus braços são abertos demais para abraçar somente o possível. Eu estou sempre pronta para mergulhar, para me atirar de cabeça no que ainda não sei. Eu gosto de profundidades.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Ao longo de tudo, eu percebi como a vida pode ser traiçoeira. E eu preciso estar atenta para não deixar as minhas chances escaparem ou, ao contrário, eu sei que o meu coração vai pesar e a minha mente vai querer explodir. As possibilidades vão ser atiradas no meu rosto como água gelada num inverno intenso porque é frustrante a vontade amarga de não ter feito. Eu prefiro o arrependimento. A verdade é que eu consigo viver melhor com ele.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt; Eu sempre tive uma alma que parecia não ser minha. Eu sempre quis ser mais independente do que, de fato, eu podia. Eu tenho algo gigante e irreconhecível dentro de mim. Os meus pensamentos me levam longe demais para que eu aceite as paredes do meu quarto ou as rodovias que não me levam pra onde eu quero ir. Eu não desisto, embora às vezes eu queira desejar menos.&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Às vezes os meus planos não dão certo e então eu choro. Eu me tranco no quarto e fico olhando pro teto só pra imaginar a imensidão que existe por trás dele. Eu me deito no chão e eu me sinto flutuando. É muito que eu quero e talvez pouco o que eu possa ter. Eu prefiro acreditar que eu vou conseguir. Eu não me importo com o tombo do alto da escada, afinal de contas eu nasci pra lutar. Esse é o lema.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Algumas pessoas não me entendem mas isso é normal.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Na maioria das vezes nem eu mesma consigo. Eu ajo por intuição e eu acredito que a minha seja forte demais para ser ignorada. E a minha mente tem uma capacidade absurda de olhar adiante. Eu não acredito que um dia estarei satisfeita. Todos os dias eu me imagino em lugares diferentes porque só um não vai conseguir suportar a imensidão dos meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Eu fico sufocada com aquilo que me faz querer perder a fé. E eu não gosto que me impeçam de ser, de fazer, de seguir. Eu tenho uma vontade chata de ir além das coisas que eu sei e eu não desisto. É que não me agrada apertar o freio. Eu gosto mesmo do pé no acelerador e uma rua sem limites.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sem linha de chegada. Eu gosto de coisas imensas. É que eu sou feita de passos largos. É, eu fui feita para o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;-&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-8392429851551125972?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8392429851551125972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8392429851551125972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2010/11/passos-largos.html' title='Passos Largos'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-7230617864209917095</id><published>2010-11-03T06:03:00.000-07:00</published><updated>2011-02-23T17:03:25.468-08:00</updated><title type='text'>A ligação que não chega!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Você ainda está esperando a sua?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eles não sabem que são dos tipos medrosos, mentirosos e indecisos. Isso é ruim e sabe o que é pior? É que você sabe de tudo isso!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  Você sabe que no outro dia talvez ele não vá ligar, não vá pensar em você e muito menos em como foi boa a noite passada. Afinal de contas, ele tem várias dessas. Ele vai acordar depois das onze, jogar papo fora com os amigos e provavelmente às 4 da tarde vai assistir a um jogo qualquer de futebol na TV. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você, ao contrário, foi dormir sorrindo e acordou como se a boca tivesse congelado naquele sorriso. Você se levanta e a primeira coisa que procura é o celular. É, não tinha nada.  Mas tudo bem pode ser que ele ainda esteja dormindo ou não queira bancar o babaca que foi dormir pensando em você. O que, de fato, não aconteceu. Você vai passar o dia mexendo nos cabelos de um jeito diferente, como se ele pudesse estar ali, te observando. Você vai se encontrar com as amigas e vai contar todos os detalhes da noite passada e qual foi a expressão facial dele quando você disse que tinha que ir. Você vai se gabar das palavras doces e de como ele não parava de repetir o quanto você é bonita. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você vai ao supermercado, ao banco ou à praça e vai se ver conversando com estranhos e tudo isso porque você precisa compartilhar a sua satisfação. Você não vai largar o celular e, parece brincadeira, todos os seus contatos vão resolver te ligar. E cada vez que o celular tocar, aquele frio na barriga como se fossem borboletas alçando vôo vai acontecer até que você descobre que não é ele e nem passa perto disso. A frustração surge na sua cara agora e você não desiste. O celular pode tocar 10, 30, 100 vezes e ainda assim, todas às vezes você vai pensar que é ele e vai fazer aquele papel de boba saltitante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; O dia passou e nada dele. Você quer ligar, mas não quer ser desesperada, não tem coragem. Uns dizem: liga pra ele! Porque não?! Já outros: não ligue! Ele tem seu número, se ele quiser ele vai ligar! Se ele quiser? Falando sério, você nunca pensa que ele não quer. Pra você ele quer sim ligar, mas pode ser que algo tenha acontecido e você vai acreditar nele até mesmo se a desculpa foi por conta do teto que tá encharcado d’água. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais um dia passa e outro e outro e nada! Você começa a ter um estranho interesse pelos contatos do seu celular só pelo prazer de passar pelo nome dele e lembrar-se da noite que você o conheceu. E você se pergunta: porque será que ele não me ligou? Ele disse que já esteve com muitas mulheres, mas que você se fez diferente das outras. E se foi bom, porque ele não quer mais? Essas são as perguntas que vão te assombrar todos os dias até que numa tarde de sexta-feira você vai decidir jogar tudo pro alto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; A noite chega e, mais uma vez, vai usar um vestido bonito e vai dar a cara a tapas. Você vai conhecer outro cara bonito, tomar duas doses a mais de tequila e vai procurar por sua noite de sorte. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Talvez, dessa vez, as coisas sejam diferentes. E talvez não. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-7230617864209917095?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7230617864209917095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7230617864209917095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2010/11/eles-nao-sabem-que-sao-do-tipo-medrosos.html' title='A ligação que não chega!'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-2884422134428909443</id><published>2010-11-02T12:58:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T06:13:02.840-07:00</updated><title type='text'>What is about to come..</title><content type='html'>-&lt;br /&gt;I wish things were different, I wish things could change. Once I heard while there's life there's hope. I just wish it wouldn't be this hard.. Not after such a long time. The truth is, it doesn't matter how long ago it happened, the pain is the same, the sadness is the same and the hope happens to change once in awhile.. Somedays we feel it stronger, on others it seems is going away. I wish things were easier. It's not that i'm complaining. I just think that we have been through enough but who didn't, right?! Everybody have problems, fears, worries and sad moments. Nobody has a perfect life. Even though, I still wish things could turn around for a better side. Maybe this is a test and it's not over yet. People say: "don't stop believing", "keep your head up".. I know they are right but it's so hard when you have to do this every single day! I wish I could be different and I know this just depends on me but I can't. It affects me more than I could ever imagine and I realized now. I wish I could be more compreensive, more patient but i'm not and I can't change. I know is much harder for her, is much more painfull for her and I just don't get it. Why can't I be more generous?! I should be all the time and not just sometimes. Maybe I've been frustated since always. Maybe I never accepted but i'm not the one who needs to do that. She needs more and she has been doing this for all this time so why can't I?! Forgiveness. I just wish for it. Maybe someday we will all wake up on a beautiful sunny morning and the things will be just different and our lives will change. Not like nothing ever happened but the opposite. We will remember everything we lived and we've been through and we will look to each other to say: "we lived and we learned". I hope this day won't take so long. I just know the day will come and we will reach what we've been asking for.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-2884422134428909443?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2884422134428909443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2884422134428909443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2010/11/i-wish-things-were-different-i-wish.html' title='What is about to come..'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-6586748385943321701</id><published>2010-03-14T21:06:00.000-07:00</published><updated>2011-01-24T21:43:41.757-08:00</updated><title type='text'>Alma que quer sorrir</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É pedir muito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje eu senti raiva. Uma raiva triste, uma raiva vaga. Hoje eu me senti vazia, incompleta como se houvesse um buraco ralo, raso, sem nada. Hoje eu senti a pressa de algo que precisa ser consertado logo, de uma vez. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje eu me senti como se algo estivesse desviando o meu caminho e estivesse me puxando de volta pra algum lugar. Um lugar que eu não sei como chegar e nem sei onde vai dar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje eu me senti indecisa como se a minha vida tivesse que ser decidida em dez minutos. Como se a minha sentença estivesse prestes a chegar e que fosse preciso fazer uma escolha. Eu me senti desligada, confusa e triste. Triste por não saber onde ir, o que fazer ou como seguir. Nem mesmo pensamentos me ocorriam na mente. Era como se eu estivesse dormente por dentro, como se algo tivesse me paralisado. Eu não sorria e nem chorava. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje eu me senti ameaçada, por mim mesma. Eu senti medo do meu próprio passo, do próximo passo. Eu me senti covarde e isso desabou em mim. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje, mais do que nunca eu me senti perdida num mundo que era só meu. Um mundo que se resumia a um quarto estreito, um travesseiro entre as pernas e um espaço pequeno para o próximo passo. Eu senti vontade de juntar os pedaços quebrados e refazer o vaso. Eu senti que não preciso ter medo de passos grandes, de pulos altos e de mergulhos profundos. Eu não preciso me conformar com o raso, o tanto faz ou com aquilo que vier. Não, isso não é o bastante pra uma alma que precisa sorrir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que posso ir contra as probabilidades. Eu não suporto mais essa mesma rotina cronometrada. Eu preciso de menos verdade porque a verdade cansa e cansa de um jeito que me irrita. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu quero tomar café gelado e fazer de uma terça feira o melhor dia da semana. Eu quero ter vontade de fazer algo que eu ainda não sei o que é. Vontade de algo, de alguém, de nada. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu posso sentir saudade apenas por sentí-la e ainda assim, chegar a noite e sentir que valeu o dia. Hoje eu senti raiva, uma raiva triste, uma raiva vaga, mas agora... Agora eu só estou cansada.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-6586748385943321701?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6586748385943321701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6586748385943321701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2010/03/hoje-eu-senti-raiva.html' title='Alma que quer sorrir'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-2288804506417984827</id><published>2009-10-14T18:04:00.001-07:00</published><updated>2011-02-23T09:47:36.281-08:00</updated><title type='text'>Inconstância</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Qual o seu grau?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Qualquer dia desses, eu juro, eu me levanto da cama, visto a primeira roupa que vier e saio lá fora sem alguma coisa pra fazer. Não vou pentear os cabelos, colocar maquiagem e, muito menos, carregar os planos na cabeça. Se você me perguntar onde estou indo? Não sei dizer. O que vou fazer? Eu não preciso saber. Vou caminhar e minhas palavras cairão pelo meu bolso rasgado. E, então, você vai conhecer minha verdade!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao menos uma vez, eu preciso sair sem um motivo. Eu nao vou à padaria, não vou à farmácia e muito menos à academia, embora eu precise. Eu não quero um endereço, não quero um destino, não quero um lugar pra chegar. Eu só quero andar. E, por favor, não me pergunte que horas vou voltar porque eu morro de preguiça de voltar na hora marcada. Eu morro de preguiça de estar pronta no horário, de vestir a roupa apropriada e de usar a mesma cara. Sim, eu tenho várias caras, acredite! Acho um tédio sorrir o dia inteiro e estar sempre preparada porque, na verdade, eu quase nunca estou preparada. Eu sou insegura, estranha e muito paranóica! Imagino cenas absurdas, problemas mal resolvidos e, mais grave, gente esquisita ao meu redor. Penso demais que às vezes fico sufocada. Sou cheia de dúvidas e detesto ser pontual!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Parágrafo único: Gosto quando chegam mais perto mas, por favor, não fique lá plantado por muito tempo. Eu preciso de tempo, espaço e liberdade!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não pise no meu calo se você achar que não vai aguentar o tranco! Não me idealize! Não seja estúpido! Eu preciso que você me deixe ser, embora eu também goste de um pouco de pressão. Nao a ponto de me deixar louca ou, se quiser, vai fundo. Talvez você goste, mas isso não é garantido! Na verdade, tudo o que sou se resume em contradição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-2288804506417984827?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2288804506417984827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2288804506417984827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2009/10/um-ir-e-vir.html' title='Inconstância'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-9161009096113214421</id><published>2009-04-17T20:42:00.001-07:00</published><updated>2010-12-10T08:10:07.063-08:00</updated><title type='text'>De volta pra casa..</title><content type='html'>&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Saudade. Poderia eu começar de outra forma? Não, por isso eu digo: eu sinto uma puta saudade! Saudade de acordar no meu quarto e dá de cara com a minha cortina improvisada. Saudade de me levantar emburrada, atrasada pra faculdade. Saudade do sol, do calor, do ventilador. É a falta da minha cidade, do meu país, da minha língua. É a falta desse povo que abraça, ri alto e não sabe nem o seu sobrenome. Falta do arroz, do feijão e, principalmente, da farofa. Saudade de tudo. Da faculdade, daquele velho banquinho, do trabalho feito de última hora. Tenho saudade do meu carro, do caminho que tenho decorado na cabeça e até do posto de gasolina. Mas o tempo passa e passa rápido. E um dia eu poderei sentir-me aliviada por saber que consegui. Eu olharei para trás e relembrarei todo o caminho percorrido, enquanto em minha frente estará a porta que me levará de volta pra casa!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-9161009096113214421?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/9161009096113214421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/9161009096113214421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2009/04/de-volta-pra-casa.html' title='De volta pra casa..'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-7543735045023672400</id><published>2009-03-31T16:21:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T07:08:12.762-07:00</updated><title type='text'>Falta, que falta me faz</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;"Tem lugares que me lembram minha vida, por onde andei.."&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembranças.  Tem sentimento mais angustiante que a saudade? Algo mais sufocante do  que a sensação de saber que o passado não volta e que a cada dia tudo  muda? Algo mais incômodo do que a sensação de lembrar de pessoas que  passaram pela nossa vida e que hoje você não sabe nem a cor atual do  cabelo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de voltar a lugares que te fizeram abraçar o mundo por  amar e te fizeram dar gargalhadas com amigos, os quais você acreditou  ser para sempre e que hoje só se resumem em fotos, é frustrante. É  complicado quando o coração só se traduz em lembranças. Lembranças de  pessoas que, talvez, nunca mais apareça na sua frente ou que você só  terá notícias quando esse seu amigo, que juntos tantas emoções foram  compartilhadas, morrer. E que nada mais poderá ser resgatado. Triste né?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembranças  de risadas inocentes de uma época ingênua e descompromissada.  Lembranças de lugares que hoje não existem mais e que te fazem lutar  para que a imagem não suma entre as inúmeras recordações que há no  peito. O colégio.O cachorro-quente. A faculdade. As unhas num vermelho  aberto. Nada disso volta, não nas mesmas condições. Não estou aqui numa  tentativa de lhes dar o conselho: "Aproveite enquanto tem!" Essa não é a  questão. Ah! se fosse. Aproveitando ou não, a saudade ainda dói. Digo  até que quanto mais o momento seja aproveitado, maior é a saudade. Se é  que é possível medí-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que o tempo passa muito rápido.  Corre como numa fórmula I. E a gente nunca tá preparado para as  mudanças. Para as despedidas. Quantas vezes você não desejou, com todas  as forças, que sua vida continuasse do mesmo jeitinho, com as mesmas  pessoas? Tudo isso pelo medo de perdê-las? Ter novas amizades é  m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o! O ruim é sentir que seu mundo está caminhando  numa direção e seus antigos amigos estão seguindo por outra. O ruim é  saber que a partir de agora, tudo vai ser diferente. E que agora as  cobranças são outras, os objetivos são diferentes de quando a única  coisa que importava era conseguir reunir t -o-d-o-s os seus amigos para  uma tarde de cinema, imagem e ação e gargalhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o importante é  conseguir permanecer no emprego, se refugiar em outra pessoa para não se  tornar um solitário sufocado de desejos e saudade. Por que, às vezes,  numa época da vida, os amigos somem. É só a esposa, os filhos, e a renda  mensal no fim do mês. Tem gente que se esquece dos amigos com uma  frieza inigualável . Mas não os culpo. É necessário trabalhar muito e  não ter tempo suficiente para "bobagens". Bobagens que nos faziam tão  bem e nos fizeram aprender tanto. Mas é assim que tudo acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro  aqueles que sempre cultivam os amigos. Apesar da falta de tempo, sempre  conseguem dar um minuto de atenção um ao outro. Eu me sinto em falha com  alguns "antigos amigos". E peço, humildemente, perdão. Só o que me  resta agora, é o gosto amargo da saudade e o desejo incontrolável de  correr atrás. Correr atrás daqueles que eu, na minha frieza, abandonei.  Aqueles que tanto me fizeram sorrir um riso feliz. Aqueles que tanto  quis proteger com medo de perdê-los. Mas, ainda não é tarde. E não vou  deixar tardar. A dor angustiante da saudade não me permite tamanha crueldade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-7543735045023672400?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7543735045023672400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7543735045023672400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2009/03/falta-que-falta-me-faz.html' title='Falta, que falta me faz'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-8071113012120559804</id><published>2009-03-26T15:11:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T07:02:53.467-07:00</updated><title type='text'>Quase (não) lá</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"nadei, nadei e num pingo d'água me afoguei"&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sabe quando você sente que está na luta,  que está no páreo e de repente, você estraga tudo? Pois é. É engraçado.  Você tem consciência do que está fazendo mas em você age uma força  horrenda e tremenda que não te permite parar e aí você vai estragando  tudo, com uma velocidade feroz e todas as suas conquistas vão passando  pela sua cabeça, todos os seus momentos sacrificados se resumem num ato  totalmente indigno de tanta importância, mas que possui consequências  intensas em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois você se arrepende, você chora, puxa os cabelos e amanhece com o  rosto totalmente desconfigurado e como consolo pensa: " ah, eu fiz o que  o meu coração mandou" , mas aí você logo começa a chorar de novo e  percebe que esse papo de consolo não tem nada a ver e que seu mundo  parece não ter mais jeito. E aí, a única vontade que você tem agora é de  se eternizar no seu sono e só acordar quando tudo já estiver resolvido.  Só que um "porém" surge: você que precisa ter a decisão de começar tudo  outra vez. A fome chega, você come uma besteirinha sem gosto, vê um  programa fútil na tv e se mergulha em possiblidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Até esse drama na sua vida desaparecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-8071113012120559804?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8071113012120559804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8071113012120559804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2009/03/quase-nao-la.html' title='Quase (não) lá'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-6038956239453326513</id><published>2009-03-23T12:03:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T06:58:18.950-07:00</updated><title type='text'>Nem tudo tem um porquê</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Entender  é sempre limitado. As coisas não precisam mais fazer sentido. Não quero  ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer  sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não,  eu não sei bem quem sou. Sou cheia de indecisões. Sou cheia de sonhos.  Cansei de tentar me decifrar, tentar me definir. Sou estranha. Sou  complicada. Sou esquisita. Sou de fases. A verdade é que eu sou uma  bagunça de certo. Tentar me entender é o caminho mais curto para me  encher de mentiras e entrar na moda do 'padronizar'. Sim, padronizar os  sentimentos, as verdades, o certo, o imoral. E isso, eu bem sei que não  quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero mesmo é explodir minhas emoções e não guardá-las  num potinho. Não tenho medo de rir das minhas mancadas. Eu gosto do  confronto: eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;versus&lt;/span&gt; eu mesma.  Não temo ridicularizações. Eu faço de tudo mas não deixo o dia escapar.  Eu mergulho, eu me entrego e nem sei o que é 'razão'. Pensar leva muito  tempo e o meu coração é apressado. É impaciente demais para esperar. Eu  gosto do espontâneo. Eu gosto do inventado. Já percebeu que quanto mais  pensamos, menos sentimos? Então, evito pensar e perder tanto tempo  buscando a melhor forma de IR sem se magoar quando voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu  gosto do improviso e este não combina com raciocínio. Prefiro correr o  risco de sofrer do que o risco de perder aquelas boas e sinceras  gargalhadas. Eu me permito sentir, eu me permito extravasar. Acho até  mágico o cair das lágrimas. Por isso, eu odeio quando meu lado inútil e  covarde insiste em “dar as caras”. Quando insiste em me alugar. Eu tenho  pavor das minhas crises de medo. Minha cabeça dói e fico com uma  expressão nojenta e mal humorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, apenas me respeite, porque até mesmo eu não me suporto. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;E se me achar esquisita,me respeite também, até eu fui obrigada a me respeitar" &lt;/span&gt;,  já disse Clarice Lispector. Os meus sentimentos são de uma intensidade  tão absurda que, às vezes, tudo que eu queria era ser menos. Menos  intensa. Menos exagerada. Minhas fantasias, meus sonhos me consomem de  tal forma que já não cabem em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu me sinta bem, me limitando a não entender.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-6038956239453326513?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6038956239453326513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6038956239453326513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2009/03/nem-tudo-tem-um-porque.html' title='Nem tudo tem um porquê'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-1356791865364864212</id><published>2009-01-04T10:19:00.000-08:00</published><updated>2011-01-24T21:49:41.860-08:00</updated><title type='text'>Curiosidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Você também tem a sua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sempre tive uma estranha curiosidade que me faz querer saber. É a esposa que gasta o dinheiro em lingeries, é o marido que tem outra, é a amante apaixonada. É o mal contado, é a mentira, é a verdade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sempre tive uma fixação de adivinhar pra onde ele está indo ou de onde ela vem. Uma curiosidade que me faz imaginar. Mas você? Não sei. Posso saber dos seus detalhes? Senta aqui comigo. Senta no chão, a gente não precisa de formalidades. Quer um copo d'Água? Por nada. Agora começa a falar. Perdoe-me pela minha intromissão, mas de você eu quero mais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Me fala das tuas lágrimas já secas, das tuas palavras presas, do teu sorriso acanhado. De onde vem esse cabelo bagunçado, essa barba mal feita e essa camisa desbotada? Me fala do teu quarto, da tua cama, do teu travisseiro que toda noite suporta o peso dos seus sonhos, mas , por favor, não me fale das mulheres que você já teve. Negócio fechado? negócio? Não, pensando bem, esquece essa palavra. Eu não quero saber das tuas ligações importantes, das tuas reuniões entediantes e, muito menos, do teu chefe sacana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu quero saber daquele relógio quebrado, daquela camisa rasgada e daquele chiclete colado na sola do teu sapato. Me conta a história de cada um deles. Me fala do teu lápis quase acabado e do pedaço de papel amassado. O que seriam aquelas frases escritas? Te incomoda minha curiosidade? Me perdoe, mas o teu resumo nao me basta. Eu preciso dos teus mínimos detalhes.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Então, me fala daquela manhã que você não quis levantar, do dia que você perdeu o emprego, das tuas coisas empacotadas, do teu último salário. O que são aquelas panelas sujas, aquelas taças de vinho, aquelas almofadas no chão? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu entendo o teu jeito tímido de encontrar palavras, mas onde você vai? Senta aqui, ainda não terminou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-1356791865364864212?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/1356791865364864212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/1356791865364864212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2009/01/o-comeco-de-um-novo-ano-e-gente-sempre.html' title='Curiosidade'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-4519885428619173927</id><published>2008-08-15T18:34:00.001-07:00</published><updated>2012-02-06T11:25:53.042-08:00</updated><title type='text'>Pagando pra ver</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há algo se manifestando em mim. E já era hora. Tudo está, sim, mudando. Uma parte da estrada tá clareando. Uma parte do caminho já pode ser visto. Eu já sei bem onde estou indo e, principalmente, o que estou deixando pra trás. Só que muita coisa ainda é escuridão. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dá uma sensação de desespero e, ao mesmo tempo, euforia. Você está caminhando, um passo atrás do outro. O coração quer ir mas são muitos os motivos que o fazem querer ficar. O que ele não entende é que as escolhas são realmente escolhas. Não há meio termos: é isso ou aquilo. E essa pergunta é jogada ao coração sem dó nenhuma. É um banho gelado na sua alma que ferve suas dúvidas num "banho maria". Você não tem o poder de ir e voltar de onde parou se, por um acaso, não ficar satisfeito. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Arriscar. Às vezes dá certo, outras não. O coração pesa e não sabe pra onde ir. De repente, vem aquele espírito aventureiro que diz: "Eu vou pagar pra ver!"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; E lá vai ele. Quando menos se espera, ele sente um lado pesar mais que o outro. E então, ele percebe que, ao pagar pra ver, uma metade dele ficou no meio do caminho e que ninguém é, ao todo, aventureiro. Há sempre uma parte da gente que sofre, enquanto a outra sai de braços abertos para receber o mundo. É sempre assim. E você apenas faz uma escolha, não importa qual. Um dia você vai sentir falta, de uma ou de outra.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então, v&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ai em frente com as tuas escolhas. Ficar pesando os prós e os contra é uma tremenda crueldade ao coração. Vai e "dá de cara" com o inesperado. Esquece essa de: conforme as probabilidades.Tolice. Quem disse que tudo deve sair como o combinado? Muda o rumo da tua história e no fim, só você vai saber se valeu a pena estar lá, naquele momento. Você, mais ninguém, vai poder saber se foi a escolha necessária.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu? Eu tô pagando pra ver!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-4519885428619173927?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/4519885428619173927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/4519885428619173927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/08/pagando-pra-ver_15.html' title='Pagando pra ver'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-7281857134146112095</id><published>2008-08-10T22:52:00.001-07:00</published><updated>2011-01-24T21:51:34.799-08:00</updated><title type='text'>O amor errado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Todo mundo já teve o seu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;- Não, não era tempo de amar, não era tempo de sentir! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;E quantas vezes você se falou isso? Ainda assim não foi o bastante e nunca o seria. Você quer acreditar que o que sente é uma grande bobagem e talvez até seja, mas você precisa acreditar nisso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Você deseja ser um pouco mais prática e simplesmesnte tirá-lo da cabeça. Dói e, então, você  tem vontade de colocar seu coração pra congelar porque, talvez, assim, ele esqueça essa mania de sentir demais. E será mesmo saudável se entregar assim? Você que nunca se impediu? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Você que sempre adorou amores mal resolvidos, paixões proibidas e romances exagerados agora está aqui, implorando para ser menos. Sim, você quer ser menos intensa. Você quer menos entrega. Você pede, só por hoje, para esquecer o seu coração. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Você não quer mais se importar com ele. Afinal, de que lhe adianta tê-lo tão perto e, ainda assim, não poder sentí-lo. Certezas é o que você deseja porque brincar de advinhações já deu. Não dá mais. O abstrato já não é engraçado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Você desabafa e diz que ele não precisa ser o que o seu coração deseja, mas também não tem o direito de se fantasiar como tal. E já não dá mais para aguentar as pistas confusas, os olhares que parecem querer dizer algo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Deus do céu!  Talvez tudo isso seja uma mera invenção da sua cabeça. E, talvez, não haja pistas, não haja segredos, não haja mistérios. Talvez o seu coração esteja enganado. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sim, talvez seja isso mesmo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Pena você gostar dele tanto assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-7281857134146112095?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7281857134146112095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7281857134146112095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/08/pra-de-fingir.html' title='O amor errado'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-627330649743960222</id><published>2008-07-23T21:40:00.000-07:00</published><updated>2011-01-24T22:00:12.862-08:00</updated><title type='text'>Tudo Passa</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu já entendi!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sim, o tempo passa e as coisas mudam. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje não é o que ontem pensei que ia ser e o que parecia ser pra sempre já se acabou. Foi embora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aquele namorado. Aquelas briguinhas. Aqueles amigos. Aqueles planos. Aquelas aventuras. Não, nada disso ficou. E eu me lembro até hoje: me escondi por trás da fechadura do meu quarto. Eu culpei meio mundo, sofri e fui dormir chorando por noites a fio. Só que um dia, ao acordar com a cara amassada, eu me dei conta de que não era a pior crueldade do mundo e que eu podia viver sem aquilo. Afinal, tudo sempre muda, de um jeito ou de outro e não há culpas para distribuir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu tenho outros planos, outros amigos e outras aventuras. Mas tudo que passou não passou, assim, ao léu. Tudo deixa marcas e eu também fui marcada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não importa se foi com o choro mais calado, com a risada mais indiscreta, com a dor mais profunda ou com a alegria mais feliz. As marcas estarão sempre aqui e só eu sei como vou lembrar tudo isso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O tempo passa e a gente só precisa se acostumar. Essa é a verdade. Nua e crua. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje eu entendo que a todo momento estou encerrando capítulos e o que se passa dentro de mim, isso só eu sei e talvez eu nem saiba!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; A toda hora eu mudo de opinião! Mas não importa. Explicações não têm a menor graça! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O bom mesmo é dar a cara a tapas, esperar o que vem pela frente e deixar pra trás TUDO, mas tudo aquilo que não funcionou!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-627330649743960222?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/627330649743960222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/627330649743960222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/07/toma-minha-verdade.html' title='Tudo Passa'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-520562580842529395</id><published>2008-07-16T17:56:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T07:21:46.092-07:00</updated><title type='text'>Desde que eu te tenha por perto.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E quem nunca sentiu isso antes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sabe quando você encontra alguém e logo se apaixona? E, então, fica estranho, confuso, tímido?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É o jeito dele de falar pelo canto da boca. É a cara dele de  preocupado quando algo parece ter perdido o controle.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; É sentir o sorriso dele vibrar todo o seu coração. Ele não percebe, mas seus olhos percorrem sem demora por todo o corpo dele como se tivesse que ser seu. Basta saber que ele estar por perto e você  já sente seu coração sufocado como se algo quase te fizesse perder o fôlego. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele te olha e é como se houvesse um sinal pra te alertar. Você deixa tudo de lado e num movimento obediente você também lança um olhar. E não tem jeito, você não se pertençe mais. Ele disfarça e você fica ali, paralisada. É questão de segundos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tudo parece voltar ao normal e quando você  menos espera, ele já está bem perto. E o seu coração não tem sossego. E você não quer fingir. Até mesmo se quisesse, não daria. Você não manda mais em si.  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Seu coração está surdo e desgovernado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;"Eu não sei&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;". É isso que você responde quando algo aí dentro vai perguntar como você deixa acontecer.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;"Eu não sei, eu não sei, eu não sei". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você apenas não quer perguntas. Afinal, você  nem tem as respostas. Entender pra quê? Seja qual for a explicação, não vai adiantar. Não há o que fazer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A porta já está aberta. Só esperando ele entrar. Não te interessa mais saber quando, como e porque aconteceu desde que você, ainda, o tenha por perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-520562580842529395?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/520562580842529395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/520562580842529395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/07/desde-que-eu-te-tenha-por-perto.html' title='Desde que eu te tenha por perto.'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-4194287908993593091</id><published>2008-06-26T20:33:00.000-07:00</published><updated>2011-01-24T22:08:04.845-08:00</updated><title type='text'>Um sorriso muda tudo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Insista no seu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Já era tarde e eu senti saudade do seu sorriso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Alguém já se apaixonou por um sorriso? Alguém, pelo menos, acredita que isso seja possível? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu não acreditava. Não são dentes brancos, perfeitos numa estrutura dentária de causar inveja. É bem mais que isso. Tudo tem a ver com a pequena contração na barriga, com o corpo um pouco curvado e com os olhos quase fechados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;É um brilho no olhar, como se fossem lágrimas. É a boca aberta sem discrição, sem vergonha e sem malícia. É o jeito tímido que escapa. É o abstrato. É aquilo que misteriosamente chama toda a minha atenção. Sem exageros. Sem anormalidades. Sem ser estranho. Mas que, de uma forma ou de outra, me toma completamente. E então eu fico atônita, parada. Alguém me cutuca e eu pareço acordar de um sonho. Um sonho que constantemente vem abusar de mim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não é a piada. É o sorriso, o dele. É o suave movimento das maçãs do rosto que se adequam àquele jeito apaixonante. Como pode ser assim? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Era tarde, os minutos não passavam e mais do que lembrar do seu sorriso distraído, eu lembrei do jeito tímido em que te olho numa troca boba de palavras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Você se aproxima, chega pertinho e eu te olho como quem tivesse prestes a mergulhar. E eu bem sei que o quero. Eu tento disfarçar, mas não dá. Eu sinto a tua pele e num gesto discreto deposito todo o meu coração, bem ali, na sua frente. Eu não sei como acontece, como funciona. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A verdade é que encontrar-te já não é o bastante. É o teu sorriso que me prende à você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-4194287908993593091?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/4194287908993593091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/4194287908993593091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/06/teu-sorriso-que-me-prende-voc.html' title='Um sorriso muda tudo'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-3909904275309625662</id><published>2008-06-20T08:20:00.000-07:00</published><updated>2008-06-27T08:59:13.169-07:00</updated><title type='text'>em busca da resposta salvadora!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E não há um jeito de te olhar sem te querer tanto assim?&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como sempre, Clarice consegue me traduzir:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;"..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;" &gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;queria poder continuar a vê-lo mas sem precisar tão violentamente dele.."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-3909904275309625662?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/3909904275309625662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/3909904275309625662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/06/diz-que-sim.html' title='em busca da resposta salvadora!'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-4351379224594417851</id><published>2008-06-04T17:48:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T10:20:56.257-07:00</updated><title type='text'>maldita preguiça.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É incrível como eu não consigo deixar rolar. Não, eu não consigo ficar esperando o meu coração decidir a hora de voltar a funcionar. Eu tenho o desespero dentro de mim e eu tô cansada dessa calmaria que anda a minha vida. Eu tô cansada da tranquilidade, da paz. Tudo que eu preciso agora é da minha alma exaltada. Tô cansada de ser tão boa menina. Comportada, correta, calminha.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu quero voltar a sair escondida, contar mentirinhas e trazer a alma sacudida. Tô cansada desse meu momento relax. Isso, definitivamente, não combina comigo. Eu gosto mesmo é de almas exageradas, exaltadas. Tô cansada de tanto vazio, de tantas malditas horas vagas. Tô cansada de tanta organização, de tanta conformidade. Tô cansada de felicidade forjada e de alegria calada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Eu não quero mais fingir que tá tudo bem, que eu prefiro assim porque, na verdade, não está nada bem e eu não prefiro assim.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Eu quero mesmo é amar. Amar loucamente. Amar e pronto. Pena que eu ando tão cansada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-4351379224594417851?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/4351379224594417851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/4351379224594417851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/06/sim-eu-quero-amar.html' title='maldita preguiça.'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-5301463379162260659</id><published>2008-05-15T16:52:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T06:15:21.798-07:00</updated><title type='text'>off to bed</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;" id="caption1204985690062" name="caption1204985690062" &gt;É com a cabeça no travisseiro que a mente se organiza.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou viver a espera de um novo amor. Não vou viver como alguém que só espera por frases doces, flores vermelhas e mãos dadas. Talvez seja hora de "deixar rolar". Não tenho medo da solidão e tampouco me assusto com o escuro da noite. Talvez seja hora de dar folga ao coração. Não por medo de se entregar, mas porque, mais cedo ou mais tarde, sempre chega a hora de andar sozinha. Trocar passos com a própria alma. Hora de tocar-se. Hora de perder tempo com as incertezas que já estão penduradas na ponta do cabelo por não mais agüentar a cela sufocante que é a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez essa seja a minha hora de desprender-se do que não me pertence e abusar do egoísmo. É comigo agora. Sem infratores, sem invasores, sem estranhos. Chega de fugir das feridas. Chega de tentar esquecer aquilo ou aquele que machucou. É tempo de verdades. Não as absolutas, porque ninguém aqui está querendo o que é padrão, correto ou provável. É tempo de verdades próprias. Chega de adiar, deixar pra depois do almoço. É hora de dar a cara a tapas. É hora de mergulhar nessa desorganização e perder a hora. Nada mais importa. É como se fechar pra balanço. Por mais que isso pareça e seja entediante. Mas a hora sempre chega para aquele que faz questão de emprestar o coração. Seja lá pra quem for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se estou preparada mas isso não é grande coisa. Eu nunca sei. Então, que venham as verdades. Talvez seja mesmo a hora de revirar o lençol já bagunçado, se livrar de tatuagens e dar folga ao coração.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;" id="caption1204985690062" name="caption1204985690062" &gt;Eu não tenho medo de ciladas ou buracos na estrada&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;" &gt;. Então, agora não Amor. Por enquanto deixa assim, como está. Eu preciso me desmarcar. Eu preciso ficar virgem novamente. Ainda não há espaço para você aqui. Uma vez, você me alugou e me deixou marcas e eu não me incomodei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre abri as portas porque te negar, Amor, nunca fez meu estilo. E você parecia que tinha lido o roteiro e sabia de cor as falas, as cenas e até as expressões faciais. Não precisava nem de ensaios. Pena que eu não estava muito a fim de seguir roteiros, regras ou dançar conforme a trilha sonora que você escolheu pra tocar. E você foi embora. Então decidi ter uma folga. Sem hora pra voltar a funcionar. E agora, parece de propósito, e você me vem em nova forma, nova embalagem e novo cheiro. Parece ter sido, mais uma vez, feito só pra mim. Pena que eu ainda não tenha zerado o meu cronômetro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Quem sabe mais tarde? Agora não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-5301463379162260659?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5301463379162260659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5301463379162260659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/05/no-eu-no-vou-viver-espera-de-um-novo.html' title='off to bed'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-8504640673835864490</id><published>2008-04-28T13:26:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T03:07:21.167-08:00</updated><title type='text'>Dividindo o táxi</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;28 de abril de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/SBYzzcIVlpI/AAAAAAAAAJM/HojHaiEpl_4/s1600-h/10169035.jpg"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/SBYzzcIVlpI/AAAAAAAAAJM/HojHaiEpl_4/s1600-h/10169035.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194396179035952786" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 249px; cursor: pointer; height: 252px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/SBYzzcIVlpI/AAAAAAAAAJM/HojHaiEpl_4/s320/10169035.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um dia de chuva forte. Ela acena com a mão e ele também. O táxi pára. Os dois se olham, esperando que um fosse gentil com o outro. Nada feito. Ele arrisca algumas palavras. Por sorte os dois moravam no mesmo quarteirão, embora nunca tenham se visto antes. Dividiram o táxi. Já estariam em casa. Eram apenas 14 quarteirões.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Ela queria estar sozinha. Seu cabelo estava uma bagunça. Sua roupa quase toda molhada. Estava odiando aquela situação. Ele estava tímido, desajeitado. Sabia que ela estava irritada. Então perguntou se ela gostaria que ele saísse do carro. Ele não queria, mas perguntou ainda assim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;A chuva estava forte. Ela respondeu com estupidez. Ela não estava num bom dia. Ele ficou assustado com tantas grosserias. Não sabia o que fazer. Achou melhor ficar quieto. Ela estava histérica. Parecia descontar ali, um problema enorme que carregava nas costas. Ele arriscava algumas palavras, mas não tinha jeito. Ela estava indomável. Ele não agüentou. Já tinha escutado demais e agora era a sua vez de falar. Os dois estavam discutindo alto. Pareciam duas crianças brigando pelo último pedaço do chocolate. O motorista já estava ficando bravo com tanta grosseria, mas preferiu não se meter. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Já estavam perto de casa quando os dois se calaram ofegantes. Não demorou muito e agora ele começou a se explicar, tentando ficar em paz com a “colega de táxi”. Ela estava impaciente. Ele continuava procurando uma forma de resolver o mal-entendido. Não adiantava. O esforço dele era inútil. Ela não “baixava a guarda”, mas ele não desistia. Afinal, ela era linda. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Eles sabiam que logo, logo tudo ia acabar. Mas ela bem sabia que não queria chegar em casa enquanto não se desculpasse por todas as grosserias ditas, mas lhe faltava coragem. Os dois desejavam, agora, estar em câmera lenta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Ele, pelo canto do olho, observava como o vento bagunçava o cabelo dela de uma maneira irresistível. Ela, assim, parecia inofensiva. Os dois queriam pedir desculpas. Mas como? Por onde começar?&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt; Os dois não conseguiam parar de se olhar. Ela com o cabelo bagunçado e ele todo molhado.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Eles já estavam chegando e tudo não podia terminar assim. Foi quando ela criou coragem. Perguntou, sem rodeios, se ele tinha se mudado há pouco tempo ou se já morava mesmo no bairro. Ele ficou surpreso e preferiu não comentar sobre o ocorrido. Fingiu que nada aconteceu e respondeu que morava ali há dois meses. Ela o fitou por alguns segundos. Ele tinha uma voz sedutora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Ela deu um sorriso e disse “foi um prazer dividir o táxi com você”. Ele retribuiu ao sorriso simpático e meio que arrependido. Quando estavam no penúltimo quarteirão, ele disse seu nome, esperando que ela também se apresentasse. Mas logo eles iriam descer e ela não respondia. O táxi parou, ele ficou atônito com o silêncio. Ela passou a mão pelos cabelos, olhou em direção a ele: “meu nome é Olívia” e desceu do carro. Ela já estava indo embora, balançando os cabelos úmidos com charme. Ele, com o sorriso eufórico e quase exagerado, desceu do carro.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Os dois estavam satisfeitos e andavam em direção contrária. Mas o que importa? &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Eles sabiam que logo logo iriam, mais uma vez, se encontrar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-8504640673835864490?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8504640673835864490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8504640673835864490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/04/dividindo-o-txi.html' title='Dividindo o táxi'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/SBYzzcIVlpI/AAAAAAAAAJM/HojHaiEpl_4/s72-c/10169035.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-8931550245616099262</id><published>2008-04-08T11:11:00.001-07:00</published><updated>2009-03-30T10:22:31.003-07:00</updated><title type='text'>deixa ser, deixa estar.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;08 de abril de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/SA1F-sIVloI/AAAAAAAAAJE/j7KKjpz3zH4/s1600-h/sb10067084a-003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191882888728385154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 302px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/SA1F-sIVloI/AAAAAAAAAJE/j7KKjpz3zH4/s320/sb10067084a-003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Ela está num momento muito dela, de mais ninguém. Ela quer estar sozinha. Não presa na solidão, apenas sozinha. E mesmo se estivesse, a solidão lhe dá forças. Ela não tem medo de se abrir, apenas, por enquanto, quer se fechar um pouco. Quer refletir, pensar, enlouquecer. Ela não pensa no que fez e tampouco se preocupa com o que poderia ter sido diferente. Talvez seja hora de fechar as portas. Não que ela goste disso, mas o coração pede, exige. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela não está triste e nem quer chorar, apenas quer esse momento pra ela.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; E se for preciso vai chorar, vai sumir, vai, ela mesma, se estranhar. Pode não ser nada, mas ela estará lá. Por esse instante não quer amigos, não tá nem aí pros inimigos. Agora, é ela por ela mesma. Sem avaliaçãoes. Sem sugestões. Apenas deixa ser, deixa estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-8931550245616099262?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8931550245616099262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8931550245616099262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/04/blog-post.html' title='deixa ser, deixa estar.'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/SA1F-sIVloI/AAAAAAAAAJE/j7KKjpz3zH4/s72-c/sb10067084a-003.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-1751553777131454654</id><published>2008-02-19T08:41:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T07:06:01.101-08:00</updated><title type='text'>coração quieto. mundo estranho..</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com você também é assim?!&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É só comigo ou você também sente que o mundo é estranho, gira descompassado?! Não sei o seu mas o meu roda, roda e tem mania de voltar ao mesmo lugar. Parece que gosta de ilusões. Parece se excitar com "continuidades". E eu não aguento mais as fantasias nem o que finge ser óbvio. Eu tenho medo do provável. Eu tenho uma tremenda antipatia por quem só espera "fazer sentido".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meu coração sente uma intensa repulsa por rimas formadas, por alegrias controladas. Eu gosto é do transitório. Eu tenho admiração nata por quem rir do ridículo. Eu me excito com gente que ri alto. Alegria calada é triste. E eu pergunto: cadê os versos sem rimas da minha vida? Em meu coração habita um ser que grita em meus ouvidos, cobrando por menos "quase sempre". Talvez ele tenha cansado dessa constância. Há uma vontade tão intensa de fugir desse mundo invariável que me deixa exausta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Eu exijo que meu mundo não volte para o mesmo lugar ou, então, eu não vou aguentar esse ser me atormentando por não querer mais esse tal de "quase sempre". Ele exige mudanças e viver à risca do que é estranho. Há em mim uma sede incontrolável de explodir, de me permitir. Não quero o meu coração no modo "stand by". Isso me rouba as energias, sem proveito algum. Eu quero gastar as pilhas, descarregar as baterias com toques violentos, olhares marcantes e alegrias exaustantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu sou feita de uma alma exaltada, impaciente e cheia de saudade. Pronta para provar, para experimentar. Pronta para se envolver. Tenho a voz calada e tímida, mas há em mim a ansiedade que esgueira-se por entre os meus gestos e as minhas mãos. Aqui estou eu, lutando para que meu mundo não volte. Lutando para que o meu coração sinta. E que esse ser que habita em mim não mais grite, suplicando por menos e por mais, ao mesmo tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-1751553777131454654?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/1751553777131454654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/1751553777131454654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/19-de-fevereiro-de-2008-s-vezes-eu.html' title='coração quieto. mundo estranho..'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-6470995450189383097</id><published>2008-02-13T08:03:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T03:07:21.801-08:00</updated><title type='text'>poderia ter bagunçado menos?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;13 de fevereiro de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/R7MXxga8QII/AAAAAAAAAHM/IeZu_EZIdTY/s1600-h/quebracabe%C3%A7a+cora%C3%A7ao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/R7MXxga8QII/AAAAAAAAAHM/IeZu_EZIdTY/s320/quebracabe%C3%A7a+cora%C3%A7ao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166499336808054914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ontem você perguntou por mim. Fiquei inquieta. rodei na cama. Baguncei os cabelos. Sem sono. De repente tudo se misturou aqui dentro. Como se algo tivesse que ser encontrado. Não sei se foi. Poderia ter feito menos bagunça em mim?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-6470995450189383097?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6470995450189383097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6470995450189383097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/13-de-fevereiro-de-2008-ontem-voc.html' title='poderia ter bagunçado menos?'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/R7MXxga8QII/AAAAAAAAAHM/IeZu_EZIdTY/s72-c/quebracabe%C3%A7a+cora%C3%A7ao.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-7633191332668094413</id><published>2008-02-09T17:06:00.000-08:00</published><updated>2009-01-09T20:37:24.369-08:00</updated><title type='text'>sem paciencia pro coracao!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;09 de fevereiro de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como escutar um não de quem você ama e não querer chorar?&lt;br /&gt;Como vê-lo jurar amor à outra pessoa e não sentir o coração quebrar?&lt;br /&gt;Me diz. Eu insisto. Como estar com a agulha e a linha na mão, terminando de costurar o coração e, de repente, sentir que o nó não foi bem dado? Sentir que a linha se solta aos poucos e faz doer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Licença, mas acho que vou colocar meu coração pra congelar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-7633191332668094413?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7633191332668094413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7633191332668094413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/your-house.html' title='sem paciencia pro coracao!'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-167761325624395111</id><published>2008-02-05T18:11:00.000-08:00</published><updated>2011-04-27T07:24:43.075-07:00</updated><title type='text'>pobre menina a sonhar</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;06 de fevereiro de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela insiste em viver um amor surreal. Insiste em exergar o que não existe e fazer disso o bastante. Talvez porque o coração não esteja disposto a se entregar assim, de cara, num amor real. Logo ela que sempre achou que pensar demais era perca de tempo. Logo ela que não tá para fingimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ela acredite que o sonho que a invade, mesmo estando de olhos abertos, seja o bastante para lhe provocar a volúpia que seu corpo e sua alma exigem. E desse sonho ela não se desfaz. Ela tem o poder de voltar quando quiser. Voltar de onde parou. Ela tem o poder de mudar o que fere. E seu mundo fica estático, imóvel. Paralisado naquilo que não é real. E ela perde tempo, imaginando como seria romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo, ao mesmo tempo, acontece e não acontece. Apenas não existe e, ainda assim, a faz suspirar. A verdade é que ela sabe que ninguém vive de sonhos e ela quer, por tudo, sentir. Seja um puxão de cabelo que for, mas ela exige ser tocada. Com palavras, com mãos calorentas ou com olhares transitórios, mas que a faça sentir. Ela não consegue enxergar o mundo que existe além dos seus olhos. Ela, simplesmente, se rende a um mundo inventado, a um mundo surreal. Feito por ela e para ela. Pobre menina a sonhar.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-167761325624395111?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/167761325624395111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/167761325624395111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/pobre-menina-sonhar.html' title='pobre menina a sonhar'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-97056993299354106</id><published>2008-02-04T11:54:00.001-08:00</published><updated>2011-04-27T07:26:06.389-07:00</updated><title type='text'>Quero brigadeiro</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;02 de fevereiro de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feriado de carnaval. Estou em casa. Haja pensamento pra tirar do armário. Não tem jeito. Eu desisto, a desorganização é grande. Entendo uma parte e na outra desisto! É sempre assim. Um ciclo. Minha vida roda, roda num instante. Tamanhas e tolas são as voltas do meu coração. Eu já aceitei. eu vivo num ciclo de entender e não-entender. É assim que tem que ser. Já disse. Não tenho o controle de mim. No quarto mais escuro. No feriado mais calmo. Eu entrego os pontos. E penso. E surto. Tá. o que eu pensei? Essa listagem é impossível. os pensamentos me escapam. Sim, eles têm vontades próprias. Preciso de algo que me prenda a atenção. A preguiça grita em mim e pensar exige muito esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cadê meu brigadeiro? só assim pra esquecer o coração.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-97056993299354106?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/97056993299354106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/97056993299354106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/o-brigadeiro.html' title='Quero brigadeiro'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-2576111009636114379</id><published>2008-02-04T11:53:00.000-08:00</published><updated>2009-03-30T10:26:33.227-07:00</updated><title type='text'>o último biscoito.</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;01 de fevereiro de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca se sentiu o último biscoito do pacote?&lt;br /&gt;.e será ele o mais esperado ou apenas o que sobrou?&lt;br /&gt;se é bom ou se é ruim. eu não preciso saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje não há coração pra lamentar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-2576111009636114379?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2576111009636114379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2576111009636114379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/o-ltimo-biscoito.html' title='o último biscoito.'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-5365341919345626141</id><published>2008-02-04T11:51:00.000-08:00</published><updated>2009-03-30T10:43:28.848-07:00</updated><title type='text'>isso, me toque!</title><content type='html'>19 de janeiro de 2008&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;Às vezes a bagunça que se encontra aqui está tão abusiva, tão arrogante que me cansa. Nunca fui corretíssima. Quase nunca fiz o que era totalmente certo, normal ou cabível. Sempre tive meus dramas, meus surtos, meus exageros e minhas saídas escondidas. Nunca fui tão comportada, como parecia. Não sou de sorrir pra todo mundo, afinal nem todos precisam gostar de mim. Perturbo-me com qualquer sorriso torto. Sou de mudanças. Num dia ‘não vou com a sua cara’ e no outro eu me apaixono.  Quase nunca estou pra padrões, mesmo porque sou passageira, dividida. Mudo feito a moda. Eu não estou aqui para verdades absolutas ou rimas na ponta da língua. Então não finjo felicidade. Minha vida não é feito uma equação de álgebra. Eu gosto do imprevisível, do espontâneo. Detesto essa mesmice tediosa e inevitável. Por isso vôo em pensamentos. Por isso me afogo em palavras e faço delas a minha festa ou a minha loucura. Venha-me com o coração na mão, com a saudade te tirando o fôlego e completamente à flor da pele. Eu quero alegrias gritantes. Quero gente falando e me tocando de forma exaustante. Sim, quero que me toquem. Quero que do meu coração saiam faíscas.  Não quero mais o médio, o morno ou o raso. Estou pronta para alturas ofegantes e para o “frio e o quente” que você quer me dar. Eu estou pronta para acreditar em profundidades. Pronta para abrir as asas e aprender a voar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/R6ds77qOHqI/AAAAAAAAADs/HYU85JLukHU/s1600-h/asas.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-5365341919345626141?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5365341919345626141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5365341919345626141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/pronta-para-voar.html' title='isso, me toque!'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-8027120458010528191</id><published>2008-02-04T11:48:00.000-08:00</published><updated>2011-04-27T07:28:03.387-07:00</updated><title type='text'>Vibe positiva</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;Hoje peguei uma caneta , um pedaço de papel meio rasgado e começei a escrever. Desinterrei tudo que estava em mim. Me entreguei, me despi. Agora estou com desejos. Quero mudanças. Por favor, permita-me saber o que é bom pra mim. Não me interrompa! Eu não me importo em cair do salto alto. Eu não quero estar certa sempre. Eu preciso fazer uma reeducação mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso organizar meus pensamentos, minhas emoções, minhas vontades. Cansei dessa bagunça que não me traz brilho aos olhos. Não há mais espaço para pensamentos negativos, emoções forjadas e vontades idiotas. Se for pra bagunçar, então que seja uma bagunça de boas vibrações. Eu permito que aquilo que me faça sonhar, sorrir e amar entre e promova festa dentro de mim. Com direito a bebida grátis e muita pegação. Mas eu não quero cultivar o que me faz mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração tá com fome do que engorda de um jeito que faz bem à cabeça, ao corpo e à pele! Então, você aí que tem apenas um sorrido feliz e uma vibe positiva, vem! Pode entrar! Venha apenas com o coraçao na mão e com toda a emoção à flor da pele! Eu não quero mais gente sem nada por dentro. Cansei de todas elas.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-8027120458010528191?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8027120458010528191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8027120458010528191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/vibe-positiva-solta-pelo-ar.html' title='Vibe positiva'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-4252406310139261005</id><published>2008-02-04T11:47:00.001-08:00</published><updated>2010-12-10T09:08:16.589-08:00</updated><title type='text'>êpa tempo!</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;Ahhh que vontade de ir à praia, num solzinho que esquenta até as idéias. Vontade de tomar uma água de côco e aproveitar que estou de bem com a cabeça dura. Sabe, hoje eu fiquei lembrando dos meus tempos de escola. Lembrei da euforia para comprar o material didático. Lapiseira nova, caderno novo e muita coisa fofa&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;...&lt;/span&gt; Eu sempre me deparo com esses momentos nostálgicos. Fico lembrando e relembrando as gargalhadas, os amores mal resolvidos, as cartas queimadas, as amigas unidas. Tão ingênuas, sonhadoras. Parecia que tudo era possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Oh! que saudades que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que saudade eu tenho, siim! Mas não quero voltar no tempo. E nem quero ir embora pro futuro. Quero tudo do agora! Nada de máquinas do tempo. Sabe-se lá se vou gostar ou não do meu futuro né?? Então, deixa pelo menos eu viver sem saber onde vai dá. Imagina se eu consigo uma máquina do tempo e vejo um futuro desastroso? Sem emprego, sem marido e com toda a frustração visível no meu corpo, na minha cara e, pior, na minha cabeça??? Quer saber, não tô dando conta nem das minhas responsabilidades, imagina querer assumir as do&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; Tempo. &lt;/span&gt;Deixa o &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Tempo&lt;/span&gt; trabalhar porque se ele ocupado às vezes atrapalha imagina ele tirando férias&lt;/span&gt;&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-4252406310139261005?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/4252406310139261005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/4252406310139261005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/tempo.html' title='êpa tempo!'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-3450107385928824004</id><published>2008-02-04T11:45:00.000-08:00</published><updated>2010-12-10T09:03:37.063-08:00</updated><title type='text'>o tal do banho de brilho..</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;E que vontade de fazer algo estúpido! Você já experimentou? Dou a maior força! Vontade de sair um pouco do meu mundo. Conhecer desejos inéditos, mentes estranhas. Vontade de dançar. Sacudir os cabelos. Cachaça ou conhaque e tentar esquecer o mundo num instante. Esquecer perguntas chatas. Decisões difíceis. Talvez surtar um pouco, mas sair dessa mesmice aguda e tediosa. Vontade de sair com o som na mão, tocando uma música que me entope os ouvidos. Cantar. Desafinada. Barulhenta. Feliz. O telefone toca. E quem liga? Deixa pra lá! Devaneios. Desconexos. Filosofias baratas. Talvez seja melhor parar de dar banho de brilho nos cabelos. O meu cérebro já está sendo afetado!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-3450107385928824004?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/3450107385928824004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/3450107385928824004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/o-tal-do-banho-de-brilho.html' title='o tal do banho de brilho..'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-1608940994735589381</id><published>2008-02-04T11:44:00.000-08:00</published><updated>2011-04-27T06:40:21.907-07:00</updated><title type='text'>Aperriada feliz</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;Porque o bom mesmo é sentir medo, frustração e alegria. Tudo ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero sentir a emoção de ver o pôr do sol todo dia, seja num fim de tarde sem muitas novidades ou num dia em que o meu riso esteja solto na boca. Eu não tenho medo da morte, eu tenho medo de não viver como deveria. Aliás, eu tenho medo dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes tenho raiva quando sei que perdi ou estou perdendo tempo com coisas fúteis. Mas aí, eu percebo que isso também faz parte. Se olhar por outro lado o que é fútil pode me gerar boas gargalhadas. A decisão de rir ou não está em mim. Porque que a gente insiste sempre em classificar o que é bom ou ruim baseada em teorias superficiais e monótonas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom mesmo é viver do jeito perturbador. Não sei você, mas eu quero sentir. Eu preciso sentir, seja lá o que for. Não aguento um coração quieto, como se tivesse cansado da vida. Eu quero algo que me prenda a atenção e mexa com as minhas emoções. Eu não quero o que não é nem quente e nem frio, nem bom e nem ruim, nem forte e nem fraco. Tô cansada do lado morno da vida. Eu quero os dois, a toda hora. Sem restrições, sem ladainhas, sem sermões. Eu quero o forte e o fraco e porque não?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa vida de “mais ou menos” não tem graça. Eu quero confidências fortes, eu quero segredos loucos, eu quero tapa na cara de coisas intensas. Eu quero mover o meu corpo num ritmo provocador, seja de ódio ou de paixão. Eu só não faço questão do “nem isso e nem aquilo”. É severo, mas quando menos se espera, tudo some e eu não quero pular nenhuma fase. Eu quero me permitir. Eu quero o vento forte batendo no meu rosto e sacudindo as minhas bochechas, eu quero perder o ônibus, tropeçar numa pedra e conseguir rir disso tudo. Ou não e ficar com raiva e soltar quinze palavrões se isso for possível e preciso, sem que eu me sinta criticada ou rotulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero ter permissão pra ficar triste e feliz no momento exato pra mim. Eu quero a água salgada do mar banhando e ressecando os meus cabelos. Eu quero sair com os amigos e voltar pra casa bem tarde, mesmo sabendo da prova no dia seguinte. Eu exijo que minha vida me faça penar, suar, brigar ou até mesmo pagar um mico daqueles, mas que ela não me faça dormir arrependida por não ter feito. Eu exijo que ela me faça sentir o bom e o ruim, tudo ao mesmo tempo, mas que ela não me venha oferecer de novo esse tal de “mais ou menos”, esse tal de "o que viver". Senão, por favor me diz, qual é a graça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o bastante para uma alma com fome.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-1608940994735589381?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/1608940994735589381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/1608940994735589381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/qual-graa.html' title='Aperriada feliz'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-8076762061130148948</id><published>2008-02-04T11:43:00.001-08:00</published><updated>2011-04-27T06:48:06.058-07:00</updated><title type='text'>Feliz Ano novo! .. .. SUA VACA!</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;30 de dezembro de 2007 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;Sim, um novo ano já está chegando. É engraçado mas o 'ano novo' carrega em seu título um número incrível de grandiosas expectativas. O reveillon inspira o desejo de recomeçar. Seja decidir emagrecer pra valer e seguir aquela dieta brochante ou guardar dinheiro e depois acabar gastando tudo em cosméticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, não importa o que seja porque há sempre aquela inspiração de mudar. Não é só roupa nova ou cabelos escovados num brilho quase nunca visto. É bem mais que isso. É irônico como as pessoas depositam na madrugada de um novo ano, o marco inicial para uma nova vida. Pena que poucos são os que percebem que ano novo e vida nova não são nada se não buscamos um pouco mais de humanidade. Depois da madrugada de fartanças, gargalhadas num ambiente em que todos se unem e arquivam as diferenças, o sol volta pela manhã e mais um dia surge. Aqueles que se odeiam voltam a não se suportar porque a mágica do reveillon não continua. É fugaz. Foge numa rapidez incabível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de estarem unidos na tentativa de aceitar os defeitos, simplesmente, some. Desaparece com a rapidez que não permite flashes. E o que adianta tanta alegria, tantos sorrisos aparentemente felizes se depois da madrugada todos pegam de volta a arrogância que foi guardada no armário? Não valeria mais a pena se todos pensassem assim: " nesse ano que está chegando, eu tentarei ser mais paciente e aprender a perdoar e a aceitar os outros" ? É uma pena que isso não aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma pena que o ano seja novo mas que as pessoas continuem egoístas, covardes e desamorosas. É uma pena que a vida continue no mesmo ritmo não muito sedutor e totalmente repugnante. Seria de uma primazia imensa se todos desejassem ser mais solidários com a mesma dedicação que possuem ao desejar ganhar mais dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria de uma primazia imensa se,  ao desejar Feliz Ano Novo pra alguém não significasse, na verdade, a vontade enrustida de gritar SUA VACA. Será esse um desejo impossível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente espera que não.&lt;br /&gt; ------#------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Rubem Braga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desejo à todos um FELIZ ANO NOVO com muitas virtudes,boas ações e alguns pecados agradáveis, exultantes, discretos e, principalmente, bem sucedidos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;então, Viva a&lt;/span&gt; ESPONTANEIDADE!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-8076762061130148948?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8076762061130148948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8076762061130148948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/feliz-ano-novo.html' title='Feliz Ano novo! .. .. SUA VACA!'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-1014739998338739119</id><published>2008-02-04T11:41:00.000-08:00</published><updated>2011-04-27T06:52:27.498-07:00</updated><title type='text'>Sorrir demais, pra quê??</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;Não, não sou fã de gente efusiva.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô cansada de gente chata. Cansada de gente que fala, fala e não diz nada! Gente que tem um nariz arrebitado, uma cara lavada e um coração inútil.Tô cansada, de verdade, dessa gente que te olha - analisa. Não sei você, mas eu não tenho paciência pra gente prestativa demais. Fico confusa com aqueles risinhos exagerados e que você não consegue distinguir entre o simpático e o forçado para definí-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu me canso de gente que quer parecer estar bem sempre. Eu não entendo pra quê forçar tanto. Aqueles sorrisos camuflados são os piores. Ser educado sim,mas fingir felicidade? Não, isso não. Bom mesmo é agir com o coração. Tudo bem que você queira espantar a tristeza com um sorriso. Mas isso muitas vezes não funciona. Então, que tal expulsar logo aquilo que está machucando? Todos temos um coração que sente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes se está bem e outras, não. Bom mesmo é ter um sorriso feliz, estar com o coração na mão, com a alma saltitante e com a felicidade à flor da pele. Ninguém precisa mostrar felicidade o tempo todo pra ser gentil, educada e adorável. Ninguém precisa camuflar sentimentos. Na boa, pra quê colecionar mágoas? Melhor mesmo é deixar extravasar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Existem coisas que nos ferem de uma forma tão severa que nem adianta esse papo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"enxergar o lado bom da vida&lt;/span&gt;" porque, ainda assim, elas nos machucam e ainda é preciso superá-las. Então, que o riso seja sincero e feliz pra fazer valer a pena. Sorrir querendo chorar acaba com a beleza, tão rara, de ser espontâneo. O melhor é chorar, é expulsar tudo que incomoda e que machuca. Sorrir pra tentar aliviar a dor? Sim! Mas sorrir pra agradar os outros? Jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém nunca nos entenderá tão bem para que possa nos conduzir. Então, bom mesmo é agir conforme a música que toca dentro de si.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-1014739998338739119?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/1014739998338739119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/1014739998338739119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/sem-fingimentos.html' title='Sorrir demais, pra quê??'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-667609176113546734</id><published>2008-02-04T11:40:00.001-08:00</published><updated>2011-04-27T06:57:05.408-07:00</updated><title type='text'>Nem tudo tem um porquê</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;11 de dezembro de 2007&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...Entender é sempre limitado. As coisas não precisam mais fazer sentido. Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada..." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não sei bem quem sou. Sou cheia de indecisões. Sou cheia de sonhos. Cansei de tentar me decifrar, tentar me definir. Sou estranha. Sou complicada. Sou esquisita. Sou de fases. A verdade é que eu sou uma bagunça de certo. Tentar me entender é o caminho mais curto para me encher de mentiras e entrar na moda do 'padronizar'. Sim, padronizar os sentimentos, as verdades, o certo, o imoral. E isso, eu bem sei que não quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero mesmo é explodir minhas emoções e não guardá-las num potinho. Não tenho medo de rir das minhas mancadas. Eu gosto do confronto: eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;versus&lt;/span&gt; eu mesma. Não temo ridicularizações. Eu faço de tudo mas não deixo o dia escapar. Eu mergulho, eu me entrego e nem sei o que é 'razão'. Pensar leva muito tempo e o meu coração é apressado. É impaciente demais para esperar. Eu gosto do espontâneo. Eu gosto do inventado. Já percebeu que quanto mais pensamos, menos sentimos? Então, evito pensar e perder tanto tempo buscando a melhor forma de IR sem se magoar quando voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto do improviso e este não combina com raciocínio. Prefiro correr o risco de sofrer do que o risco de perder aquelas boas e sinceras gargalhadas. Eu me permito sentir, eu me permito extravasar. Acho até mágico o cair das lágrimas. Por isso, eu odeio quando meu lado inútil e covarde insiste em “dar as caras”. Quando insiste em me alugar. Eu tenho pavor das minhas crises de medo. Minha cabeça dói e fico com uma expressão nojenta e mal humorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, apenas me respeite, porque até mesmo eu não me suporto. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;E se me achar esquisita,me respeite também, até eu fui obrigada a me respeitar" &lt;/span&gt;, já disse Clarice Lispector.&lt;br /&gt;Os meus sentimentos são de uma intensidade tão absurda que, às vezes, tudo que eu queria era ser menos. Menos intensa. Menos exagerada. Minhas fantasias, meus sonhos me consomem de tal forma que já não cabem em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu me sinta bem, me limitando a não entender.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-667609176113546734?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/667609176113546734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/667609176113546734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/no-preciso-me-entender.html' title='Nem tudo tem um porquê'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-8001348558485890947</id><published>2008-02-04T11:35:00.000-08:00</published><updated>2009-03-26T11:17:30.148-07:00</updated><title type='text'>um passo a mais.</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;24 de novembro de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•.&lt;br /&gt;Parei e olhei pra tudo que já tinha deixado. Percebi quão longo era o caminho empoeirado que já havia percorrido...Fiquei espantada quando me vi confusa e sem mais saber onde daria aquela direção. Olhei mais longe e vi o sol se pondo num horizonte tão diante a mim. E, novamente me senti aconchegada. Parecia que estava indo pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali fiquei, paralisada... Como se o meu mundo se resumisse naquele instante... Como se fosse o bastante... E era...&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-8001348558485890947?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8001348558485890947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/8001348558485890947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/bastante.html' title='um passo a mais.'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-5081029118001873136</id><published>2008-02-04T11:34:00.001-08:00</published><updated>2009-03-26T11:16:21.040-07:00</updated><title type='text'>se retirar.</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;22 de novembro de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava deitada, escutando &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Michael Bublé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;home&lt;/span&gt;. Não sei dizer exatamente o porque, mas essa música me toca de uma forma alucinante. É automático. Ela toca. Eu enlouqueço. Eu me embebedo em pensamentos. Eu quase me afogo nesse mergulho inevitável na alma. E eu senti vontade de ficar em casa. Senti vontade de me refugiar naquele lar de lembranças. Vontade de reviver o que passou. O que não volta mais. E eu vi que o meu sonho é apenas o meu sonho. E por mais que eu quisesse, nem tudo soa como achamos que deveria. E então, uma voz profunda me alertou. Me incomodou, gritando que eu não poderia carregar comigo o que me era tudo. Os sorrisos de antes. Os sorrisos de agora&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;. &lt;/span&gt;Nada. E olhei em minha volta tudo o que me era feliz. E queria só pra mim. Mas, tudo estava concentrado em nada. Imerso na ausência do agora em diante. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;E&lt;/span&gt;u poderia até ter me sentindo sozinha. Falho. Mas não, não foi isso não. Envolvida nessa transparência da minha alma, eu percebi que existe um lado em mim que é impossível abandonar.&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Oh, I miss you, you know. &lt;/span&gt;Sim , &lt;/span&gt;eu tenho saudade. Da infância. Da ingenuidade. Do perigo perdido na inocência. De você. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;I just wanna go home&lt;/span&gt;. E deitar na minha cama novamente. Sonhar. É como se eu tivesse que ir. É engraçado. Essa música desperta em mim a ânsia incontrolável de permanecer em mim. De não precisar de mais nada. A não ser de um lugar tranquilo (lembrei da praia na ilha de florianópolis) onde eu possa me perder nesse labirinto de palavras. Toques. Olhares. E defeitos do meu lar. Do "dentro de mim". Do que é meu. Do que me basta. E é verdade. Por alguns instantes, é possível acreditar que a bagunça do meu lar. Do meu peito. É o bastante. E tão somente, o bastante para não ignorar o mundo que eu conheço tão bem. E assim, tão somente, ser feita de saudade. Feita de sonho. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Let me go home It all will be alright I'll be home tonight...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-5081029118001873136?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5081029118001873136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5081029118001873136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/home.html' title='se retirar.'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-2798849545036397105</id><published>2008-02-04T11:32:00.001-08:00</published><updated>2009-03-26T11:13:17.423-07:00</updated><title type='text'>take your time!</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;20 de novembro de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, hoje eu acordei pensando nas minhas decisões. Nas escolhas que devem ser tomadas. Nas prioridades que devem ser reveladas na minha vida. Mas, porque esse desespero agora? Na verdade, eu bem sei o 'porquê'. A sensação de velhice é horrenda! E olha que acabei de entrar na casa dos 20... Isso acontece porque as pessoas têm a mania de depositar nessa década todo o futuro das suas vidas: "É agora que as coisas da sua vida precisam tomar rumo" Precisam? Como assim? Nossa, que responsabilidade. É como se todo o seu destino tivesse a obrigação, o dever de ser sentenciado nessa década. Os 20 e poucos anos. Caso contrário, é como se nada mais pudesse ser conquistado, pudesse criar rumo. São bobagens.Toda hora é o agora para fazer acontecer. Para fazer valer a pena. Não importa que tenha 20, 30 ou 40. O importante é satisfazer a alma. O importante é seguir em uma direção que possa lhe causar entusiasmo, que possa oferecer prazer, loucura e "gostinho de quero mais'. Chega dessas limitações. Auto censura é algo deprimente e angustiante. É a pior de todas as censuras. Sem dúvida. Bom senso é o bastante. A sociedade tem necessidade de rotular. E o pior, é que a maioria permite que haja tal rotulação. Eu sempre quis saber: quem determinou o grau de sanidade? Quem determinou o que é feio, o que é bonito ou o que é imoral? Por favor, eu insisto, quem padronizou os sentimentos? Amar o bonito, desprezar o feio e o imoral. Rótulos só servem para impedir a espontaneidade. E é disso que preciso. Eu quero mesmo é ser menos planejadinha. Ser menos previsível. E deixar acontecer. Deixar as águas rolarem. Clichê? Quer mais clichê do que essa sociedade rotulada, previsível e desgastada? Eu quero mesmo é ser espontânea. É ser e ter a minha realidade. Não sou rebelde. Só quero mesmo é ter o meu tempo. O tempo certinho para as minhas conquistas, minhas escolhas, minhas decisões. O tempo certinho, feito pra mim. Querer muito? Tavez, mas posso tentar. Na hora errada, as palavras enfraquecem. Fico sem voz,. Fico sem ação.&lt;br /&gt;A verdade, é que o meu coração não funciona sobre pressão&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-2798849545036397105?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2798849545036397105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2798849545036397105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/espontaneidade-da-minha-alma.html' title='take your time!'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-7386433288215674135</id><published>2008-02-04T11:28:00.000-08:00</published><updated>2009-10-20T18:24:03.420-07:00</updated><title type='text'>Pés no chão do coração</title><content type='html'>&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; 15 de novembro de 2007 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/R6dnv7qOHnI/AAAAAAAAADU/9ahAQtn1IVw/s1600-h/p%C3%A9s+no+ch%C3%A3o+do+cora%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/R6dnv7qOHnI/AAAAAAAAADU/9ahAQtn1IVw/s320/p%C3%A9s+no+ch%C3%A3o+do+cora%C3%A7%C3%A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163209570969853554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu quero pra sempre essa energia boa dentro de mim. Por mais que os medos e as indecisões insistem em existir, meu coração está tranquilo. Sabe aquela vontade de seguir em frente, mesmo sabendo que pode ser um passo errado e que num futuro incerto eu possa me encontrar cheia de amarguras? Não me faz mal, agora não. Eu sei, eu sinto que se eu desistir, eu nunca vou me perdoar por isso e minha vida se resumirá sempre naquela dúvida dolorosa: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;e se eu tivesse continuado? E se tivesse dado certo?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Quer saber?  Eu não quero essa dor impiedosa no meu peito. Eu não aguentaria. Eu quero mesmo é ir a luta, assim como no&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt; Poderoso Chefão. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chega de permitir que o medo decida o meu caminho. Até o dia em que eu mudar de opinião, eu vou acreditar no que acho certo e vou à luta. Com receios sim, mas principalmente com coragem. Coragem de fazer e de ser. Se nada for real aí eu sei que precisarei ser perseverante para começar tudo outra vez. Mas eu sou uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;metamorfose ambulante&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. Mudo o meu rumo, mudo de opinião, mas não desisto de procurar por aquilo que me faz bem. Chega de conselhos: 'ponha os pés no chão'. Obrigada,mas comigo não. Eu vou sim fincar meus pés, mas no chão do meu coração. Vou colocar os pés na estrada da minha alma. E vou em busca do que é certo pra mim, nem que seja por enquanto. O que me importa é o agora. Chega de ontem, chega de amanhã. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;E se tudo der errado, não viro hippie não. O bom mesmo é voltar pra estrada e seguir em outra direção. É, é isso que devo fazer. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fincar os pés? Só se for no chão do meu coração.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-7386433288215674135?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7386433288215674135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/7386433288215674135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/ps-no-cho-do-corao.html' title='Pés no chão do coração'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9srngbeaNxo/R6dnv7qOHnI/AAAAAAAAADU/9ahAQtn1IVw/s72-c/p%C3%A9s+no+ch%C3%A3o+do+cora%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-2725346155744716177</id><published>2008-02-04T11:19:00.000-08:00</published><updated>2011-04-27T07:10:19.909-07:00</updated><title type='text'>Cartão de memória</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;Me vende um??&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me contar. Por isso me dispo, por isso me grito..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisto em dizer que meu coração é muito menor do que tudo que eu posso sentir. No meu coração, assim como fala Drummond, não cabem nem as minhas dores. Não suporta a responsabilidade de minhas paixões, dos meus desejos impossíveis. O meu coração tem uma capacidade tão pequena para tantos sonhos, tantas dores, tantas incertezas. Talvez seja por isso que eu necessite tanto de palavras ou de possíveis explicações para alimentar o que está vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou feita de frases ambíguas, de versos sem rimas. E eu preciso tentar me entender. Eu preciso aprender a viver com o que me amedronta, o que me atormenta e que, ao mesmo tempo, me faz querer viver. Viver pra me entender. Viver pra me buscar. Sabe quando você acredita não precisar de mais nada, a não ser você mesma e depois de um tempo você percebe que só a sua alma não é o bastante? E que você precisa compartilhar suas dúvidas, suas incertezas por que dormir com elas está se tornando uma tarefa cada vez mais árdua e impetuosa? Sabe quando você sente que precisa de alguém que saiba entender o que ocupa a sua mente da maneira que você precisa sentir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não é questão de busca incansável pelo outro. É a busca que você precisa ter na ânsia de encontrar a tradução da sua alma. Que confuso. Mas é assim que acontece. Eu estou me sentindo em minha pior versão. E eu preciso que alguém de carne e osso me entenda e me faça acreditar que as mudanças podem me fazer bem. E que às vezes, o que é ruim se torna bom. E o que dói, um dia conforta de maneira que me faça feliz por ter sentido tal dor em meu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preciso que alguém me toque sem encostar um só dedo em mim. Eu preciso que alguém toque a minha alma. Eu necessito ser, delicadamente ou bruscamente, tocada. Mas eu insisto que uma pessoa só me faça mergulhar em verdades. Por mais doloroso que isso possa ser. Não quero mentiras. Não quero gentileza. Eu quero o real. Eu insisto em ser compreendida de maneira nua e crua. Sem exageros, sem receios. Apenas o nu e o cru da minha alma.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-2725346155744716177?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2725346155744716177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2725346155744716177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/meu-corao-muito-menor.html' title='Cartão de memória'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-3050847895174714874</id><published>2008-02-04T11:18:00.000-08:00</published><updated>2011-04-27T07:14:57.425-07:00</updated><title type='text'>Sem asas pra voar</title><content type='html'>&lt;span class="texto"  style="font-family:arial;"&gt;Será preguiça ou será cansaço?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe quando aqueles dias sem inspiração batem na sua porta e dizem: Resolvi te visitar! Pois é, esses dias estão hospedados aqui na minha alma e nem a diária querem pagar! (E olha que o tempo é longo e o custo é alto!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha vida anda sem novidades empolgantes. Aquelas do tipo que você tem vontade de abraçar o mundo inteiro e acreditar que todas as pessoas apenas te querem bem. Não que eu esteja defeituando a todos e nem queira abraçar todo o mundo. Só não tenho a sensação de querer voar. E eu não preciso de muito. Bastam boas gargalhadas e alguns quilos a menos. Sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu queira culpar os dias quando a responsabilidade de não estar inspirada é completamente minha. Agora minha mente está cheia de outras ilusões. Aliás, está quase estourando de tanto pensar, imaginar, sonhar. Esse é meu problema: fantasiar demais. E aí, quando a realidade toca em mim o meu coração sente o impacto desse meu "descontrole" emocional. Quem dera eu poder me iludir menos, desejar menos. Fantasiar menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem dera eu não me decepcionar tanto com acontecimentos contraditórios e esperanças matadas na unha. Quem me dera não ser tão intensa em meus pensamentos e não sentir o coração batendo tão forte a ponto de me deixar sem ar. Quem me dera não me pegar deitada na cama, criando ilusões, fantasiando a minha vida como se não tivesse chances de dar errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me dera, por uma vez, deixar a tensão de lado e acreditar que posso sim fazer com que tudo dê certo. Mas como?! Minha mente cria mil realidades pra mim, sem mesmo que eu desconfie. Apenas acontece. E minha alma flutua diante de sorrisos baratos e eufóricos, olhares intensos e viajantes e quando eu menos espero, a realidade me toca e me traz de volta pro meu mundo real, chato e sem brilho. Por enquanto, eu diria?!&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-3050847895174714874?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/3050847895174714874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/3050847895174714874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2008/02/sabe.html' title='Sem asas pra voar'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-5102403755518727774</id><published>2007-10-04T14:53:00.000-07:00</published><updated>2010-12-10T09:33:03.875-08:00</updated><title type='text'>Viver em poesia!</title><content type='html'>Eu quero transmitir o mais íntimo da minha alma com palavras. Chega de fingir olhares, chega de fingir sorrisos, chega de esconder particularidades do meu coração. Eu quero ser livre. Eu quero viver em poesias, em trilhas sonoras que arrebatam as estações de momentos inesquecíveis. Eu quero desabafos peculiares, eu quero mergulhar em fofocas emocionais, eu quero me afundar em asneiras engraçadas, eu quero dar gargalhadas por motivos banais. Eu quero parecer tola sim, e daí? Eu quero colocar em evidência a minha alma e viver como se minhas preocupações não se eternizassem e não me castigassem com rugas. Eu quero cabelo assanhado, eu quero roupa amassada e maquiagem tirada. Eu quero gargalhadas de sinceridade.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-5102403755518727774?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5102403755518727774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/5102403755518727774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2007/10/paixo-paixo.html' title='Viver em poesia!'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-6930244339067740801</id><published>2007-08-08T07:51:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T07:17:37.946-07:00</updated><title type='text'>Quando vem e fica</title><content type='html'>&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Você me mostrou que nem sempre as pessoas devem nos  aceitar como somos e que é preciso mudar. Eu achava que quem ama tinha  que amar acima de tudo, mas eu aprendi que isso não é verdade. Tudo que  sinto nesse momento é grandioso e único. Um sentimento que aquece a  minha alma e conforta o meu coração. Meu amor, viver ao teu lado é o que  eu mais preciso, por agora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-6930244339067740801?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6930244339067740801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6930244339067740801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2007/08/eu-no-quero-que-minhas-mgoas-me-impeam.html' title='Quando vem e fica'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-6135172820026677401</id><published>2007-08-06T10:12:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T07:18:19.835-07:00</updated><title type='text'>Como um sonho?!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As coisas que já fizemos, as coisas que já dissemos, os olhares que já trocamos. É aquele sorrisinho maroto, pelo canto da boca, quando os olhos se intimidam e todo o seu corpo se desdobra. Você chegou no meio de tanta gente e me tirou de uma vida que quase parava. Você chegou com o seu sorriso e sacudiu o que antes estava monótono. Você me prendeu e eu nunca estive tão bem. Estou totalmente entregue à você. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Será saudável?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-6135172820026677401?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6135172820026677401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/6135172820026677401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2007/08/fazendo-o-q-nunca-fiz.html' title='Como um sonho?!'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3848194750696293673.post-2232865339682405691</id><published>2007-07-27T11:52:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T07:20:10.555-07:00</updated><title type='text'>Quem é essa?!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela já tentou jogar futebol e saiu toda machucada. Já se maquiou e ficou em frente ao espelho falando com ela mesma. Já tentou dar quatro voltas na piscina sem respirar e desistiu na terceira quase morrendo sem fôlego. Já se apaixonou e disse ser pra sempre e semanas depois fazia juras de amor à outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela já acordou de madrugada com muito medo e se escondeu debaixo do edredom apertada pra ir ao banheiro. Já chorou por amores mal resolvidos e por ver amigos partirem. Já sentiu vontade de fugir e, no mesmo instante, agradeceu a Deus por estar ali ao redor de pessoas especiais. Já saiu sem rumo e sentiu vergonha pelas preocupações e insatisfações bobas que tinha quando milhares de pessoas só ansiavam pelo pão de cada dia. Já caiu da escada e ficou com a bunda roxa. Ela já foi ignorante quando queria abraçar e encher de beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ama dançar e já quis fazer da dança sua profissão. Já quis ser escritora e publicar um romance emocionante. Ela ama fazer um drama, ela é cheia de nóias. Por dentro existe um coração que chora mas que tenta esconder as lágrimas que derrama.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Dizem que ela tem muitas qualidades. Ela acredita que maior delas seja a de Ser livre. Livre para se apaixonar por ela mesma, livre para se apaixonar e acreditar nas pessoas, livre para mergulhar no amor de Deus. Ela é cheia de defeitos. Só não tente compreendê-la, ou você estragará tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3848194750696293673-2232865339682405691?l=pesnasnuvens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2232865339682405691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3848194750696293673/posts/default/2232865339682405691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pesnasnuvens.blogspot.com/2007/07/vendo-graa-em-coisas-simples.html' title='Quem é essa?!'/><author><name>kamyla Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17899908092806546517</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zxClMwwsPIk/Teojof9nbHI/AAAAAAAAAZA/vAmoBgXZdto/s220/perfil.jpg'/></author></entry></feed>
